Dez comportamentos que podem prejudicar a imagem de um profissional no trabalho

Dez comportamentos que podem prejudicar a imagem de um profissional no trabalho

Especialista explica como atitudes cotidianas podem afetar a reputação profissional

A reputação profissional também é construída nas interações cotidianas. Dificuldade para se posicionar, interrupções frequentes, resistência a feedback e descumprimento de prazos são exemplos de comportamentos que podem afetar a confiança da equipe, mesmo quando o profissional apresenta bons resultados técnicos.

Uma pesquisa da American Psychological Association (APA), publicada em 2024, identificou que 57% dos trabalhadores norte-americanos que relatam maior segurança psicológica no ambiente profissional têm oportunidades de receber feedback, ante 37% daqueles com menor segurança psicológica. O levantamento demonstra a importância de condições que favoreçam o diálogo sobre desempenho e desenvolvimento.

Para Jeniffer Koyama, comunicadora, especialista em desenvolvimento humano e fundadora da JK Academy, a comunicação tem papel importante na construção da imagem profissional. A empresa atua com mentorias, treinamentos e imersões em comunicação, oratória e posicionamento, por meio do Método JK, criado pela própria fundadora.

“A forma como nos comunicamos e lidamos com as pessoas influencia a maneira como nosso trabalho é percebido. Identificar hábitos que dificultam essas relações é um passo importante para desenvolver uma postura mais consciente no ambiente profissional”, afirma Jeniffer.

1. Não saber se posicionar

Evitar expressar opiniões ou apresentar discordâncias pode fazer com que contribuições importantes passem despercebidas. Para mudar esse hábito, o profissional pode começar compartilhando ideias com argumentos objetivos e aprendendo a defender seu ponto de vista com clareza.

2. Interromper outras pessoas

Interromper colegas com frequência pode transmitir impaciência e prejudicar a troca de ideias. Esperar a conclusão da fala e intervir quando houver uma contribuição relevante ajuda a tornar as conversas mais produtivas.

3. Não ouvir com atenção

Distrações durante conversas e respostas que ignoram o que foi dito podem gerar ruídos e retrabalho. Praticar a escuta ativa, fazer perguntas e confirmar o entendimento das orientações ajuda a melhorar a colaboração.

4. Falar de maneira inadequada em reuniões

Comentários impulsivos, críticas sem contexto e explicações pouco claras podem comprometer a compreensão de uma mensagem. Antes de falar, vale considerar o objetivo da reunião e o público para apresentar ideias com clareza e respeito.

5. Ter dificuldade para receber feedback

Reagir imediatamente com justificativas ou interpretar toda crítica como algo pessoal pode dificultar o desenvolvimento profissional. O ideal é ouvir até o fim, pedir exemplos concretos e definir ações para colocar as orientações em prática.

6. Não reconhecer os próprios erros

Transferir responsabilidades ou esconder falhas pode enfraquecer a confiança da equipe. Reconhecer o que aconteceu, comunicar os impactos e apresentar alternativas para corrigir a situação demonstra responsabilidade.

7. Não cumprir combinados

Atrasos recorrentes e prazos descumpridos sem aviso podem gerar insegurança sobre a confiabilidade de um profissional. Acompanhar as entregas e comunicar imprevistos assim que forem identificados permite alinhar expectativas e propor alternativas.

8. Confundir sinceridade com grosseria

Ser direto exige cuidado com a maneira como as palavras atingem outras pessoas. Para apresentar críticas ou discordâncias, o caminho é abordar situações específicas, explicar seus impactos e sugerir melhorias sem recorrer a ironias ou ataques pessoais.

9. Não reconhecer a contribuição dos colegas

Apresentar ideias coletivas como individuais ou deixar de mencionar quem participou de uma entrega pode prejudicar a confiança entre os integrantes da equipe. Dar crédito às pessoas envolvidas e reconhecer suas contribuições favorece relações mais transparentes.

10. Não adaptar a comunicação ao contexto

Usar o mesmo tom em uma conversa informal, em uma reunião com clientes e em uma apresentação para a liderança pode gerar ruídos. Considerar o público e o objetivo de cada situação ajuda a transmitir mensagens com mais clareza.

Como mudar hábitos que prejudicam a imagem profissional

Rever a própria postura começa pela identificação de comportamentos recorrentes. Pedir feedback a pessoas de confiança e observar as próprias reações em situações de pressão são formas de reconhecer pontos de melhoria. Escolher um hábito por vez para aprimorar também ajuda a acompanhar a evolução.

“Desenvolver a comunicação exige prática e disposição para rever atitudes. Quando o profissional percebe os efeitos do próprio comportamento e se compromete a ajustá-lo, pode fortalecer a confiança nas relações de trabalho”, conclui Jeniffer.

A construção da imagem profissional acontece ao longo do tempo, nas escolhas e interações da rotina. O autoconhecimento e a abertura para aprender ajudam a desenvolver relações mais respeitosas e colaborativas.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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