Dia das Crianças: E se o melhor presente fosse ensinar a poupar?

Dia das Crianças: E se o melhor presente fosse ensinar a poupar?

Previdência complementar pode transformar pequenos aportes feitos na infância em uma reserva para o futuro

No Dia das Crianças, brinquedos, roupas e eletrônicos costumam disputar espaço nas listas de presentes. Mas existe uma escolha menos imediata, e potencialmente muito mais duradoura: ensinar uma criança a poupar e mostrar que o futuro também pode ser planejado.

A ideia ganha relevância em uma economia marcada por mudanças no mercado de trabalho, maior longevidade e incertezas sobre a renda na aposentadoria.

“Nesse cenário, a previdência complementar deixa de ser apenas uma decisão para a vida adulta e passa a ser, também, uma ferramenta de educação financeira e planejamento de longo prazo”, destaca Alice Soares, coordenadora de Comunicação da Fusan.

Na Fusan, essa lógica aparece em uma história familiar. José Lindomir Pezenti, funcionário do IDR-Paraná desde 1990, e responsável pelo escritório de Cascavel (PR), começou a contribuir para um plano de previdência complementar ainda jovem. Ao longo de 36 anos, manteve os aportes de forma automática, transformando a disciplina de poupar em parte de sua rotina financeira.

Há cerca de cinco anos, decidiu levar a mesma ideia para a geração seguinte, dentro de uma família com cinco irmãos. Hoje, mantém dez contribuições mensais no Viva Mais Previdência, da Fundação Sanepar para filhos e sobrinhos, com valores que variam de R$ 200 a R$ 1 mil. O desembolso chega a R$ 3,2 mil por mês. Entre os beneficiários estão crianças e adolescentes, desde uma sobrinha de seis meses até jovens próximos da maioridade.

“Quando eu era jovem, quem pensava em aposentadoria? Mesmo assim, aderi. Se não tivesse feito aquela adesão, provavelmente não conseguiria guardar esse dinheiro por fora”, conta Pezenti.

Para ele, o desconto automático teve um papel decisivo: criou disciplina e fez da previdência uma poupança de longo prazo. A intenção, diz, é que os recursos permaneçam investidos pelo maior tempo possível. “A ideia é que eles tenham uma aposentadoria complementar. Hoje sou eu que faço o aporte, mas amanhã o dinheiro será deles.”

Cultura de planejamento

Os números da Fusan ajudam a dimensionar a expansão dessa cultura de planejamento. Até agosto de 2026, a Fundação chegou a 14.321 participantes, alta de 9,5% sobre dezembro de 2025, enquanto o patrimônio administrado alcançou R$ 3,203 bilhões, crescimento de 5,5%. No período, foram pagos R$ 148 milhões em benefícios, entre aposentadorias, pensões e recursos relacionados a resgates e portabilidades.

Entre os planos, o Viva Mais Previdência cresceu 24,67% em participantes e 17,91% em patrimônio até agosto. Já o Viva Mais Multi Prefeituras avançou 63,23% em participantes e 44,66% em patrimônio, enquanto ambos superaram suas respectivas metas de rentabilidade no período.

Para Pezenti, a lição é simples: se o futuro exige recursos, é preciso começar a construí-los antes que eles sejam necessários. “Esse é um dos presentes mais valiosos que uma criança possa receber: não apenas dinheiro guardado, mas a compreensão de que o amanhã também se constrói com as escolhas feitas hoje”, complementa Alice.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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