“Gostei do candidato” pode ser um mau sinal na contratação

“Gostei do candidato” pode ser um mau sinal na contratação

Tecnologia usa histórico de entrevistas e dados de performance para identificar padrões associados aos profissionais de alta performance

Aquela sensação de que “o candidato foi ótimo na entrevista” pode não ser um bom indicador de que ele terá alta performance depois de contratado. Uma análise da DigAÍ aponta que, em 62% dos casos avaliados, quanto mais o gestor demonstrava gostar do candidato durante a entrevista, menor era a probabilidade de aquele profissional se tornar um high performer. O dado integra a base que deu origem ao DNA de Alta Performance (DNA HP).

A solução utiliza inteligência artificial para analisar profissionais que já apresentam bons resultados dentro de uma empresa e identificar características associadas à alta performance. A partir desses padrões, o DNA HP pode apoiar a busca, a entrevista e a recomendação de novos candidatos.

O desenvolvimento da tecnologia parte de quase 19 anos de entrevistas, mais de 1 milhão de candidatos entrevistados e 180 empresas parceiras. A DigAÍ cruza informações coletadas nos processos seletivos com dados posteriores de performance para buscar correlações entre os sinais observados nas entrevistas e o desempenho dos profissionais após a contratação.

O que os dados revelam

Segundo a análise da DigAÍ, 89% dos casos de baixa performance identificados estão relacionados a fatores comportamentais, e não a habilidades técnicas. Em outro recorte, um em cada três profissionais classificados posteriormente como high performers poderia ser eliminado apenas pelo filtro técnico de um ATS.

A análise também aponta que a inclusão da voz dos candidatos elevou de 71% para 89% a capacidade de identificação de high performers nos modelos desenvolvidos pela empresa. Em um dos grupos analisados, o modelo identificou 25 dos 28 profissionais que posteriormente foram classificados como high performers quando a voz foi considerada, contra 20 sem esse elemento.

“Os dados mostram que existe uma diferença entre avaliar se alguém parece adequado para uma vaga e tentar entender como essa pessoa vai performar. O DNA HP parte de quem já apresenta bons resultados dentro da empresa para identificar os sinais que podem estar relacionados a essa performance”, afirma Christian Pedrosa, fundador e CEO da DigAÍ.

Um DNA próprio para cada empresa

A tecnologia considera que não existe um perfil universal de high performer. De acordo com as análises da DigAÍ, a performance pode variar conforme fatores como gestor, equipe, autonomia, expectativas e cultura organizacional.

Por isso, o DNA HP começa pelo mapeamento dos profissionais de melhor desempenho, analisa suas entrevistas e dados disponíveis e identifica padrões comportamentais e emocionais para criar um modelo específico daquela organização. Após a contratação, os primeiros 90 dias do profissional também são acompanhados para alimentar o aprendizado do modelo.

“Uma pessoa pode ser excelente em uma empresa e não necessariamente apresentar o mesmo resultado em outro ambiente. A proposta é entender o que está associado à alta performance naquela realidade específica e usar esse conhecimento nas próximas contratações”, explica Christian.

Com o DNA HP, a DigAÍ busca transformar o histórico de profissionais e contratações de uma empresa em inteligência para decisões futuras — indo além da automação de etapas do recrutamento para utilizar os próprios dados da organização como referência na busca por novos talentos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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