Startup do Paraná aposta no WhatsApp para facilitar a compra e venda de ingressos

Startup do Paraná aposta no WhatsApp para facilitar a compra e venda de ingressos

Plataforma desenvolvida no Paraná reduz etapas da compra, dispensa aplicativo e já vendeu 1.630 ingressos durante período de validação

 Criar uma senha, lembrar dela e repetir o processo em diferentes sites e aplicativos faz parte da rotina digital, mas também pode se transformar em uma barreira para o consumidor. Um levantamento realizado pelo C6 Bank em parceria com o Ipec mostrou que 48% dos 2 mil entrevistados afirmaram esquecer a senha cerca de cinco minutos após o cadastro. Outros 33% disseram preferir utilizar senhas fáceis de memorizar em sites e aplicativos, mesmo reconhecendo que isso pode aumentar a vulnerabilidade a ciberataques. Para 10% dos entrevistados, a senha utilizada é simplesmente “senha” ou alguma combinação considerada óbvia.

É nesse contexto de busca por experiências digitais mais simples que nasce a TickZap, startup paranaense que desenvolveu uma plataforma de venda de ingressos integrada ao WhatsApp. A proposta é reduzir etapas tradicionalmente associadas à compra online e concentrar a jornada em um ambiente que o consumidor já utiliza diariamente.

A ideia surgiu depois que um dos fundadores, o engenheiro de software Vinicius Pietracatella, enfrentou dificuldades ao tentar comprar um ingresso. A equipe começou a desenvolver internamente uma tecnologia para concentrar a jornada de compra no WhatsApp, com participação do sócio Felipe Gazolla.

Redução da jornada

A proposta é reduzir a distância entre o momento em que o consumidor descobre um evento e a efetivação da compra. Hoje, a jornada pode começar a partir de um link nas redes sociais: o usuário acessa a plataforma pelo WhatsApp, recebe informações sobre os ingressos e setores disponíveis, escolhe a opção desejada, realiza o pagamento e recebe o ingresso pelo próprio aplicativo. Segundo os testes atuais da empresa, todo o processo pode ser concluído em aproximadamente dois minutos.

Na prática, a TickZap busca reduzir uma jornada que pode envolver cerca de cinco etapas principais para um processo de aproximadamente duas ou três.  “Começamos a desenvolver a TickZap a partir de uma experiência real de compra. A percepção era de que havia uma ruptura desnecessária entre descobrir um evento e comprar o ingresso. O WhatsApp já faz parte da rotina das pessoas e entendemos que ele poderia ser também um ambiente para essa jornada”, afirma Vinicius Pietracatella, engenheiro de software e um dos fundadores da TickZap.

A experiência de quem utiliza a ferramenta na operação de eventos também reforça a proposta. Para Higor Briza, da HB Eventos, a automação da venda foi um dos diferenciais percebidos durante a realização de um evento. “Supriu todas as minhas expectativas, principalmente no momento do pré-evento. Às vezes, a gente precisa fazer mais algumas vendas e, por conta da demanda estar alta, chegando próximo à data, essa venda ser bem automatizada nos auxiliou bastante. Também poder puxar a lista de interessados, de todos os clientes que clicaram no link, e entrar em contato direto pelo site facilitou bastante para a gente. A portaria e a autenticação dos convites também foram bem fáceis”, relata Higor.

Tecnologia utilizada

A tecnologia foi desenvolvida internamente e utiliza a API oficial da Meta para WhatsApp, além de infraestrutura própria para a operação da jornada de ticketing. Atualmente, a solução utiliza automações para conduzir partes da conversa de compra. Segundo os fundadores, a TickZap também não armazena os dados de cartão de crédito dos consumidores.

Mesmo antes do lançamento oficial, previsto inicialmente para janeiro, a empresa já opera em fase de validação e acumulou 1.630 ingressos vendidos, aproximadamente R$ 150 mil em GMV e entre seis e sete eventos utilizando a tecnologia. Um dos principais testes foi realizado em um evento de São João/Arraiá, que registrou 760 ingressos vendidos e cerca de R$ 72 mil movimentados.

A operação comercial da startup começa pelo Paraná, principalmente por Curitiba e Maringá, mas a intenção é disponibilizar a plataforma nacionalmente. Para o primeiro ano, a expectativa inicial é processar entre 30 mil e 40 mil ingressos, enquanto a prioridade permanece no ganho de mercado, no amadurecimento do produto e na geração de novos cases.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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