Entre subsídios e aumento de impostos, custos com combustíveis exigem mais planejamento das empresas

Prorrogação do auxílio federal ao diesel e reajuste do ICMS previsto para 2027 evidenciam a pressão sobre o setor
O mercado de combustíveis brasileiro vive um cenário de medidas que, embora tenham objetivos distintos, refletem a pressão sobre os preços e os custos de abastecimento. Enquanto o governo federal prorrogou por mais 30 dias a subvenção ao diesel, como forma de amenizar os impactos das oscilações do mercado internacional, os estados aprovaram novos valores de ICMS para gasolina, diesel e gás de cozinha, com vigência a partir de fevereiro de 2027.
As decisões colocam em evidência um desafio para empresas que dependem diretamente do transporte e do abastecimento, o de lidar com a volatilidade dos preços e manter a previsibilidade financeira em um ambiente de custos variáveis. No caso do diesel, combustível essencial para o transporte de cargas e diversas atividades produtivas, qualquer alteração no preço por litro pode representar um impacto significativo nas despesas operacionais.
Para Carlos Eduardo Silva, diretor de receitas da Excel Fueling Technologies, empresa líder em gerenciamento de combustível e gestão de frotas, esse cenário destaca a necessidade de as companhias investirem em processos mais eficientes de abastecimento. “Toda vez que há um potencial de aumento no valor do diesel, o controle e a automação de combustível nas empresas ganham ainda mais importância. Não se trata apenas de acompanhar o preço na bomba, mas de entender como o combustível está sendo consumido, identificar possíveis desvios e garantir que cada litro abastecido esteja alinhado à operação. Quando a empresa tem dados confiáveis e processos automatizados, consegue tomar decisões mais rápidas e reduzir perdas”, afirma.
Gestão eficiente
O executivo destaca que a gestão eficiente do combustível precisa fazer parte do planejamento financeiro e operacional das companhias, especialmente em setores nos quais o abastecimento representa uma parcela relevante dos custos. A ausência de informações centralizadas e de mecanismos de controle pode dificultar a identificação de desperdícios, inconsistências e oportunidades de economia.
Nesse contexto, a tecnologia passa a desempenhar um papel estratégico. Sistemas de automação e monitoramento permitem acompanhar o abastecimento em tempo real, registrar movimentações, controlar o consumo e gerar indicadores que apoiam a tomada de decisão. Mais do que reagir aos reajustes, as empresas podem utilizar essas ferramentas para antecipar impactos e melhorar a eficiência da operação.
“Em um cenário no qual os custos podem mudar por fatores tributários e econômicos, ter visibilidade sobre o consumo deixa de ser apenas uma vantagem e passa a ser uma necessidade de gestão. A tecnologia permite que as empresas tenham mais previsibilidade, reduzam vulnerabilidades e utilizem seus recursos de maneira mais inteligente”, completa o executivo.








