Ibovespa tem a pior semana desde a pandemia e cai 18,2%. Dólar encerra outubro com a maior cotação do ano

Combinação de Bolsa em forte queda e dólar em alta evidencia o clima de preocupação
O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana e o mês de outubro sob forte pressão, com perdas expressivas na Bolsa de Valores e disparada do dólar. O Ibovespa, principal indicador do desempenho das ações negociadas na B3, fechou esta sexta-feira (30) em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos, um recuo de 1.264,62 pontos em relação ao fechamento anterior.
Com o resultado, o índice completou cinco pregões consecutivos de desvalorização, consolidando uma das semanas mais negativas da história recente do mercado brasileiro. No acumulado dos últimos cinco pregões, a Bolsa registrou queda de 18,12%, o pior desempenho semanal desde março de 2020, quando, em meio ao início da pandemia de Covid-19, o Ibovespa havia recuado 18,88%.
Esta é a terceira semana consecutiva de perdas da Bolsa brasileira, refletindo o aumento da cautela dos investidores diante das incertezas econômicas e políticas.
Outubro termina com forte desvalorização
O desempenho negativo da última semana de outubro também comprometeu o resultado mensal do mercado acionário. Em outubro, o Ibovespa acumulou queda de 9,88%, registrando seu pior resultado mensal desde junho de 2022, quando o índice havia perdido 11,50%.
A sequência de desvalorizações evidencia a deterioração do sentimento dos investidores em relação aos ativos brasileiros. A expectativa sobre os rumos da economia, a condução da política fiscal e as perspectivas para os próximos anos contribuíram para ampliar a aversão ao risco e estimular movimentos de venda de ações.
Dólar atinge maior cotação do ano
No mercado de câmbio, o dólar encerrou a semana em forte alta. A moeda norte-americana terminou as negociações cotada a R$ 5,44, alcançando a maior cotação de 2026.
Na comparação com o fechamento da semana anterior, a valorização acumulada foi de 9,15%, movimento que reforça o cenário de pressão sobre o real e a preferência dos investidores por ativos considerados mais seguros em momentos de instabilidade.
A combinação de Bolsa em forte queda e dólar em alta evidencia o clima de preocupação que marcou o encerramento de outubro no mercado financeiro brasileiro
Perspectivas
Com o encerramento do mês, os investidores voltam suas atenções para novembro e para os próximos sinais da política econômica. A trajetória das contas públicas, as decisões sobre juros e a capacidade do governo de transmitir previsibilidade ao mercado devem continuar entre os principais fatores de influência sobre os negócios.
Depois de uma semana de perdas históricas e de um mês marcado por forte desvalorização, a Bolsa brasileira entra em novembro diante do desafio de recuperar a confiança dos investidores e interromper a sequência de resultados negativos.








