Profissão de Cuidador de Idosos possibilita ganhos de até R$ 3 mil

Profissão de Cuidador de Idosos possibilita ganhos de até R$ 3 mil
A profissão de Cuidador foi regulamentada em maio de 2019, no Congresso Nacional. O projeto de lei delimita que o profissional deve ter o ensino fundamental completo e curso de qualificação na área. Além de idade mínima de 18 anos, bons antecedentes criminais e atestados de aptidão física e mental.
 
Engana-se quem acha que o Cuidador só pode atuar com idosos. Outros públicos são pessoas com debilidades físicas ou mentais e crianças. O fato de o maior número na empregabilidade para cuidar de idosos tem um motivo simples: o país e o mundo está ficando mais velho. Para se ter ideia: o número de pessoas com mais de 60 anos, no Brasil, já é superior ao de crianças com até 9 anos de idade (Dado apresentado pelo IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Segundo o IBGE, o país já tem 32,9 milhões de idosos.

Além dos Cuidadores terem a responsabilidade de zelar pelo bem estar físico dos idosos e/ou pessoas com debilidades físicas também devem acompanhar o aspecto mental/ psicológico desses indivíduos. A saúde mental ganhou relevância nos últimos anos, principalmente em decorrência da pandemia: 80% da população brasileira apresenta sinais de ansiedade (Dado da UFRGS – Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e 68% têm sintomas de depressão. Ou seja, o trabalho do cuidador se tornou ainda mais valorizado. Inclusive a questão da saúde mental foi tema da redação do ENEM, deste ano.

Além de conseguir atuar em hospitais, casas de repouso, e residências particulares, esses profissionais podem optar por serem autônomos. Segundo o portal vagas.com , que já atua há mais de 20 anos na disponibilização de vagas e estudo do mercado de trabalho brasileiro, o salário médio de um cuidador é de R$ 1.420,00. Logo, se esse profissional atuar como MEI (Micro Empreendedor Individual) pode dividir a sua carga horária e prestar serviço para mais de um local, tendo autonomia na oferta das suas horas, e podendo chegar a rendimentos de até R$ 3 mil.

” Esta foi a tendência que encontramos no Centro Brasileiro de Cursos (Cebrac). Antes da pandemia, o Curso de Cuidador já era um dos nossos carros-chefes, nas mais de 90 escolas que temos no Brasil. Com a pandemia, cresceu a procura em 12% e por meio do CEBRAC Empregos já direcionamos mais de 1000 estudantes para o mercado de cuidador. Além dos estudantes encaminhados para vagas fixas, auxiliamos os estudantes a gerir os seus recursos financeiros e como abrir o seu MEI. O aluno do curso pode atuar como fixo ou autônomo. Essa flexibilidade é muito boa , e só cresce o número de pessoas interessadas em fazer o curso”, explica Rogério Silva, CEO da rede de cursos profissionalizantes.

Ensinando a ser MEI

No último dia 2 de fevereiro de 2021, o Ministério da Economia revelou que o Brasil registrou um recorde no número de aberturas de empresas em 2020 e catalogou 2,3 milhões de MEIs (Micro Empreendedores Individuais) ainda ativos em 2021. Essa tendência também aconteceu na profissão de Cuidador, que como MEI pode permitir ganhos de até 3 mil reais ao profissional.

Ser MEI requer disciplina (Já que esse profissional não tem um gestor), muita organização do tempo (Já que esse profissional presta serviço para mais de um local), e uma boa administração dos recursos financeiros para planejar férias, arcar com o tributo do MEI, e ter uma gestão do que entra de recurso e suas despesas pessoais.

“O que ensinamos nas 168 horas do curso é justamente esse caminho para ser MEI e/ou atuar como fixo na profissão. Damos noções de planejamento financeiro, ensinamos como abrir o MEI, orientamos quais são os limites do Cuidador, as suas obrigações dentro da casa da família, e quais não são as suas atribuições. Em um ambiente doméstico pode-se confundir as funções desse profissional. Por isso, orientamos e tiramos todas as dúvidas dos nossos alunos. Além disso, ministramos aulas experimentais, damos a oportunidade de estágios presenciais e no material, com o conteúdo, distribuímos vários QR Codes para que o aluno possa explorar mais sobre o determinado tema que deseja se especializar”, explica Jefferson Vendrametto, diretor do Cebrac.

Idosos cuidando de Idosos e mais homens como cuidadores

O desemprego, por conta da pandemia, atingiu principalmente o grupo de risco. Entre os que fazem parte desse grupo estão as pessoas mais maduras, acima dos 60 anos. No primeiro semestre de 2020 foram 67 mil profissionais, com mais de 65 anos, desempregados. Alta de 25% quando comparado com o mesmo período de 2019 (Dado do Caged- Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

“Com o aumento de pessoas desempregadas mais maduras, acima dos 50 anos, em 2020, tivemos um aumento de 15% por essa faixa etária pelo curso de Cuidador de Idosos, no Cebrac. O cuidado da saúde, deste cuidador, deve ser feito diariamente. Afinal, ele cuida de outro indivíduo, geralmente 10 ou 20 anos mais velho que ele. Por isso, acompanhamento ao geriatra , cuidado físico e mental estão como prioritários para conseguir cuidar de pessoas mais velhas. É possível esse cenário e já está ocorrendo. É mais comum do que pensamos vermos filhos mais de 60 anos cuidando dos pais octogenários, irmão sem filhos que se apoiam na terceira idade, e cuidadores acima dos 50 anos cuidando de pessoas com 70, 80 anos”, explica Luciana Fontes, Superintendente da rede de Cursos Profissionalizantes.

Outro movimento que se percebe no país pela procura na profissão de Cuidador são os homens interessados na carreira. E o motivo é simples: a carreira cresceu 547% no número de contratações. De 5.263 cuidadores no Brasil, em 2007, fomos para 36.720 cuidadores em 2018. Aumento de 547% de pessoas contratadas na carreira (Dado do Ministério do Trabalho).
 
” Com ganhos que podem chegar até R$ 3 mil, mais homens da faixa etária de 30 a 60 anos têm se interessado pela profissão. No Cebrac, em 2020, registramos 10% no aumento da procura, do sexo masculino, pelo curso de Cuidador”, finaliza Jefferson Vendrametto, diretor do Cebrac.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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