Quem tem medo da auditoria externa?

Quem tem medo da auditoria externa?

Mais do que nunca, a transparência nas regras de funcionamento das empresas é vista como diferencial competitivo que amplia a imagem, melhora a confiança e a reputação dos negócios perante toda sociedade.

Ficar longe de casos relacionados à corrupção, fraudes e desvios de dinheiro deveria ser uma regra comum a todas as companhias. E uma das maneiras de garantir ao mercado que a gestão está comprometida com as boas práticas da governança corporativa é por meio dos serviços de uma auditoria externa.

O trabalho é feito por especialistas na área contábil e jurídica, de forma totalmente independente e com ferramentas que identificam com precisão onde estão os gargalos e potenciais do negócio.

O que é uma auditoria externa? Para que serve?

A auditoria externa é um exame cuidadoso sobre todas as atividades realizadas em determinada empresa, num período de tempo. O objetivo principal é averiguar se estão de acordo com ações planejadas, se foram implementadas com eficácia e de maneira adequada.

Enquanto uma auditoria interna é mais voltada para a necessidade de uma tomada de decisão da equipe gestora, a análise feita por profissionais independentes mostra a todo mercado um parecer sobre os resultados financeiros, a evolução do patrimônio, a origem dos recursos, a seriedade e confiabilidade do empreendimento.

“Em um mundo de competição acirrada – seja em ambiente local, nacional ou internacional – a auditoria externa é um instrumento estratégico. Assim, o gestor saberá com exatidão a situação do negócio e qual caminho poderá adotar”, explica o especialista em Direito Tributário e Societário, Luiz Franz.

Vantagens

Uma auditoria livre tem condições de identificar erros de gestão de forma imparcial. E o que é melhor: com análise crítica.

“O perito não tem ligações pessoais ou profissionais com a empresa. Por isso, estará focado num trabalho complexo, sem paixões e vai averiguar detalhes para mostrar ao dono onde estão os erros e acertos”, fala o advogado Guilherme Luvisotto.

É bom frisar que o objetivo não é caçar culpados, mas sim buscar soluções imediatas para identificar os gargalos e estancar uma possível sangria.

O trabalho desse profissional pode levar dias, semanas ou meses. Tudo vai depender da carência apresentada pelo contratante. O levantamento de dados envolverá principalmente balanços contábeis, procedimentos administrativos e conversas com representantes da organização para eliminar dúvidas.

O livre acesso aos documentos e a liberdade de trânsito entre todas as áreas são fatores indispensáveis para o êxito dessa atividade. “Trata-se de um mergulho necessário nas entranhas da empresa que está interessada em conquistar mais clientes e aumentar sua prosperidade”, acrescenta Luvisotto.

Isenção

Outros benefícios de um profissional contratado são a tranquilidade no ambiente organizacional e a ausência de atritos internos. Como o prestador de serviço vem de fora, ninguém do quadro fixo de funcionários terá a missão de encontrar falhas ou situações delicadas que possam colocá-lo em rota de colisão com seus colegas.

Outra vantagem da auditoria externa é a comprovação da idoneidade do empreendimento. Com bases em informações claras e precisas, o parecer final também ajuda a embasar pedidos de créditos em instituições financeiras, que esmiúçam a vida empresarial antes de conceder os empréstimos.

Quando fazer?

Começando um novo ano, o momento é ideal para o corpo diretivo ter em mãos as análises e levantamentos, traçar os novos planos e definir os resultados esperados nos próximos meses.

De acordo com o advogado Luiz Franz, o ideal é realizar essas averiguações anualmente. “Quando o empresário faz isso, fica um passo à frente da concorrência e inicia uma nova fase em seu ramo de atividade. Assim, é possível antecipar-se a problemas, evitar gastos extras, criar novas iniciativas que ampliem os negócios, trazem fôlego ao caixa e garantem agilidade nas decisões”, conclui.

Crédito da foto – Divulgação/Pixabay

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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