Oportunidade de aprendizagem nas empresas aumentou cinco vezes

Oportunidade de aprendizagem nas empresas aumentou cinco vezes

No ano passado, as novas oportunidades de aprendizagem online para os funcionários aumentaram pelo menos cinco vezes mais no período de pandemia. É o que consta no relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF), publicado em outubro de 2020. Segundo o documento, as grandes e médias empresas irão valorizar as habilidades em autogestão nos próximos cinco anos, como aprendizagem, resiliência, tolerância ao estresse e flexibilidade.

No enfoque brasileiro, as três principais habilidades requeridas pelas organizações são: aprendizagem ativa, pensamento analítico e criatividade. Deste modo, os líderes têm papel fundamental para que essas competências sejam aplicadas na rotina dos colaboradores.

“O líder é o grande incentivador da cultura de aprendizado. Ele precisa entender a necessidade da aprendizagem e tem que ser um modelo dela”, afirma Vívian Cristina Rio Stella, linguista que desenvolve ações na área de lifelong learning – aprendizagem ao longo da vida. 

Para a profissional, a cultura de aprendizagem mais alinhada ao conceito de lifelong learning já vem ocorrendo nas organizações, mas ainda há muito espaço para inovação, curadoria e colaboração. Com a aceleração decorrente da Covid-19, novas experimentações foram possibilitadas e abriram espaço para inovar.

“Mais do que ficar definindo cursos para as pessoas, é importante conversar com elas. O que querem aprender, quais são os anseios, os problemas que estão enfrentando, como a aprendizagem pode ajudar, são perguntas a serem feitas”.

A partir do conceito de líder lifelong learning, vale sair das caixinhas e padrões e ampliar o olhar para as alternativas, seja criando círculos de leitura, rodas de conversas e até estimulando que os aprendizados sejam compartilhados entre os pares.

“Quando o líder fala sobre os livros que ele lê, os cursos que ele faz, as coisas que ele aprendeu, incentiva as pessoas a trazerem seus aprendizados do ciclo. Erros que aconteceram e que geram aprendizado, tudo isso facilita a compreensão de uma cultura de aprendizagem”, destaca Vivian.

Sobre as perspectivas para o futuro, a professora acredita que cada vez mais não haverá uma área especializada em treinamentos, mas sim novas formas de aprender, unindo maneiras informais e formatos diferenciados de inovação na cultura de aprendizagem das empresas. “Ainda dá para aprimorar o engajamento das pessoas e a mensuração dos resultados, não só a presença e o número de participantes, mas realmente o que esses indivíduos levam de aprendizados do encontro, curso ou evento”, completa.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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