As vantagens de transformar seu celular em maquininha para receber pagamentos

As vantagens de transformar seu celular em maquininha para receber pagamentos

O Brasil tem 228 milhões de celulares, de acordo com dados da Anatel de novembro de 2020. Se pensarmos que o país possui uma população estimada pelo IBGE de 212 milhões de habitantes, estamos falando de uma densidade de pouco mais de um smartphone por pessoa. Claro que não podemos dizer que todos contam com um acesso móvel, mas é um volume alto de gente conectada. Gente que faz compras, paga contas, transfere dinheiro, troca informações, se diverte, estuda e conversa em grupos usando o aparelho.

É inegável a força do celular na mão do brasileiro. Quando jogamos o foco para a evolução da indústria de pagamento, notamos que há um caminho grande a ser explorado no sentido de promover a inclusão e democratização maior desse acesso. Mesmo com o aumento no número de transações eletrônicas registradas pela Abecs no ano passado (48% dos gastos da população foram via cartões de crédito, débito ou pré-pago), mais da metade ainda prefere cheque ou dinheiro.

Temos um enorme desafio e boas oportunidades de expandir a aceitação em verticais ainda pouco exploradas como educação, utilities, saúde, pagamentos de impostos, condomínios e aluguéis, além de ampliar o acesso em regiões fora dos grandes centros fazendo uso de indicadores – a exemplo do Readness Index – que avaliam o nível de maturidade digital das cidades.

Lançada no fim de janeiro, a nova tecnologia Tap to Phone é um avanço importante para o mercado em direção a essa inclusão. A partir dela, o empreendedor individual e os pequenos estabelecimentos comerciais credenciados podem receber pagamentos direto no seu celular Android, sem a necessidade do uso de uma maquininha. Basta instalar um software, como se fosse um aplicativo, e habilitar as transações junto aos credenciadores. É um processo rápido, menos custoso e seguro.

Vejo essa ferramenta como mais um passo fundamental para promover a expansão da aceitação de tecnologias digitais na indústria de pagamento. Em um momento crítico como o que estamos vivendo, o artesão, o pipoqueiro, o taxista, o dono da quitanda do bairro ganham um benefício valioso na palma da mão. Afinal, muitos deles não tinham condições de investir na aquisição de um POS.

A seguir, listo algumas vantagens que o empreendedor pode ter ao decidir transformar seu smartphone em uma maquininha:

  • Receber pagamentos de forma simples e barata: fácil adoção a um custo baixo.
  • Eliminar barreiras e manutenção de um POS.
  • Trocar o hardware pelo software, reduzindo problemas de logística para entrega e troca de aparelhos.
  • Garantir transações com alto padrão de segurança de forma rápida.
  • Evitar contatos usando a tecnologia do pagamento por aproximação.

Ainda estamos nos primeiros metros da maratona, mas há uma evolução importante no retrovisor quando pensamos nos avanços da indústria. O Tap to Phone está em linha com o crescimento exponencial dos pagamentos por aproximação, sobretudo em 2020, um hábito de consumo que foi acelerado devido aos efeitos da pandemia e que deve continuar nesse ritmo, ganhando cada dia mais projeção.

É indiscutível que o pagamento por aproximação se tornou uma tendência por atender a uma necessidade da população brasileira, seja por reduzir o contato em época de distanciamento social, seja por melhorar a experiência de compra ou por trazer conveniência e segurança às transações. Dados da Visa mostram que esse tipo de pagamento cresceu 5 vezes em 2020 em comparação com o ano anterior.

Por outro lado, para os credenciadores, é uma oportunidade de desenvolver uma solução barata baseada em software com o poder de ajudar na expansão da aceitação, no aumento de vendas e na geração de volume de novos pagamentos. Ainda estamos no início de uma onda de inovação e acredito que precisamos pensar no ecossistema como um todo para promover o crescimento do setor. O resultado, no fim da maratona, é entregar benefícios para toda a sociedade, contribuindo de forma inovadora com a população, empresas e com o governo.

O artigo foi escrito por Marcos Marins,  que é diretor de Expansão de Aceitação da Visa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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