Aumento do combustível pode refletir no valor das compras online?

Aumento do combustível pode refletir no valor das compras online?

Com a piora da pandemia e a intensificação das medidas de isolamento, o brasileiro voltou a comprar tudo pela internet, como aconteceu há cerca de um ano, quando foram registrados os primeiros casos de Covid-19 no país. E, embora muitos estabelecimentos comerciais façam propagandas para chamar a atenção do consumidor, desta vez uma questão preocupa: a alta do combustível. Afinal, geralmente, quem paga a conta é o cliente, afirma Nathan Moojen, especialista em marketplace e fundador do Moda Online, startup que liga indústrias e revendedores do universo da moda. 

“A alta dos combustíveis impacta diretamente no valor do frete. E o frete quem paga é sempre o consumidor, por mais que algumas empresas anunciem “frete grátis” em determinadas situações. Quando isso acontece, certamente o valor está embutido no preço do produto. Ele costuma representar de 10 a 15% do valor total do pedido. Assim, se o frete sobe, o produto vai subir. A questão é que isso não acontecerá agora”, explica Moojen. 

De acordo com o especialista, a lei Piso Mínimo, que poucas pessoas conhecem, impede que o preço das tabelas das transportadoras possa ser alterado mais de duas vezes ao ano. E, em 2021, isso já aconteceu em janeiro. Assim, o próximo reajuste só poderá ser feito em julho. Mas se engana quem pensa que essa lei impedirá o repasse da alta do combustível ao consumidor. “Ainda que seja apenas no segundo semestre, as empresas darão um jeito de reaver o valor que podem ter perdido agora. Ou seja, o aumento dos preços virá, só não imediatamente”. 

A situação é diferente, no entanto, quando se fala dos serviços de delivery, geralmente realizados por entregadores com carro ou moto. Neste caso, o valor do repasse pode ser mais rápido, já que certamente os entregadores poderão cobrar mais de seus contratantes, sob duas alegações: a alta no etanol e na gasolina, e a demanda que certamente crescerá. 

Vale destacar que o aumento do preço dos combustíveis surpreendeu os brasileiros no início deste ano. Na última semana, a média nacional subiu 0,10%, para R$ 3,886 o litro. Mas em São Paulo e outros 19 estados, os valores nos postos ultrapassam os R$ 5,00. Segundo especialistas, esse aumento é reflexo do período de entressafra do etanol, do preço internacional do petróleo e da desvalorização cambial. 

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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