Veja como bons indicadores de gestão de pessoas pode contribuir para a estratégia da empresa

Veja como bons indicadores de gestão de pessoas pode contribuir para a estratégia da empresa
Você já parou para pensar se as métricas e os indicadores de gestão de pessoas que tem utilizado na sua empresa são realmente eficientes? Esses dados numéricos têm um enorme potencial de gerar insights relevantes às decisões estratégicas tomadas pelo departamento de RH e de toda a organização, resultando em um trabalho mais assertivo.

“O KPI, que em português pode ser traduzido para ‘Indicador-Chave de Desempenho’, nada mais é do que uma indicação orientada à tomada de decisão estratégica. Em se tratando de Gestão de Pessoas, essa orientação pode ser utilizada para verificar como o RH está contribuindo com o restante da organização, isto é, mensurando o quão bem-sucedido é o departamento na realização da estratégia de gestão de pessoas da organização”, explica Thaylan Toth, CEO da Mindsight, empresa que leva inteligência e tecnologia para a área de Recursos Humanos

No entanto, antes de criar vários indicadores, é necessário realizar uma análise das necessidades reais para medir apenas o necessário. Caso contrário, o risco de levantar dados demais (e muitas vezes irrelevantes, em se tratando das informações que se deseja extrair) é grande – e os insights não surgiram só porque há uma grande quantidade de números.

Dentre os inúmeros KPIs que existem, é possível citar os principais, como a Net Promoter Score (NPS) (excelente forma de medir até que ponto uma pessoa recomendaria determinado serviço ou negócio da organização); Taxa de rotatividade voluntária/involuntária (pedidos de demissão ou desligamento por parte da empresa) Turnover de talentos (turnover específico de um grupo que é considerado de alto potencial); Taxa área/organização (média da avaliação de performance por área e geral); Investimento de RH por funcionário (Soma-se todos os gastos com RH, incluindo funcionários, fornecedores e ações, e divide-se pelo número de funcionários da empresa para entender o quanto está sendo investido na gestão de pessoas).

Para estruturar bons indicadores para o seu departamento de RH, Toth compartilha sete dicas, baseadas no artigo “How to Create and Deploy Effective Metrics” de Wayne W. Eckerson, que descreve uma série de características do que considera “bons” KPIs:

• Exatidão

Você deve se concentrar apenas em alguns KPIs. Eles não são chamados de indicadores-chave à toa. Foque no essencial e deixe o resto de fora. A regra geral permanece: quanto menos, melhor.

• Profundidade

O KPI deve perfurar a superfície e mergulhar nos detalhes. Um detalhamento mais profundo é fundamental para previsões certeiras.

• Simplicidade

Ao mesmo tempo, um bom KPI deve ser simples. O RH precisa entendê-lo por completo. Caso contrário, tanto a comunicação quanto a medição ficam comprometidas.

• Acionamento

Os KPIs de RH influenciam os resultados do RH. Então, foque somente nos KPIs que afetam o trabalho do departamento diretamente e não de outras áreas.

• Propriedade

Os KPIs precisam ter alguém responsável. Esse proprietário será recompensado em caso de sucesso, mas também será responsabilizado se o alvo não for atingido.

• Correlação

O KPI deve estar relacionado ao resultado desejado e às metas de negócios. Você não obterá economia de custos apenas por contratar candidatos com melhor performance. Contratar bons profissionais é vital, mas esse não deve ser seu foco principal quando a empresa precisa cortar custos para sobreviver.

• Alinhamento

O alinhamento dos KPIs é algo que já mencionamos antes. Os indicadores de RH não devem prejudicar uns aos outros.

Mas como decidir os KPIs?

Thaylan faz questão de destacar que na hora de construir métricas é necessário fazer uma separação entre KPIs de sucesso e de atraso: o primeiro refere-se ao desenvolvimento e às causas futuras, enquanto o segundo se refere às causas passadas. “Os KPIs de sucesso precedem um evento e indicam a possibilidade de resultados posteriores – a produtividade, por exemplo, é o principal KPI de sucesso para o custo de mão-de-obra. Porém o indicador de atraso é o custo de mão-de-obra por funcionário, uma vez que ele não contribui para decisões futuras, mas sim com análises passadas”, explica.

No entanto, os KPIs de atraso não devem ser desclassificados. Eles apenas servem a outro propósito, que não o de predição de desempenho, mas também contribuem para a elaboração de um planejamento estratégico, mirando na otimização de desempenho futuro.

Todo conhecimento em indicadores e KPIs só pode ser aplicado plenamente se você tiver as ferramentas corretas para aplicá-lo. “Na Mindsight, oferecemos o Full Analytics, plataforma que centraliza todas as informações utilizadas nos departamentos de RH em um único sistema. O software gera relatórios analíticos com gráficos, predições e tendências entre as equipes baseado nos dados dos funcionários, auxiliando o trabalho de tomada de decisões e gestão de pessoas”, afirma.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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