Líderes e funcionários latino-americanos concordam que home office é tão ou mais produtivo do que o trabalho no escritório

Líderes e funcionários latino-americanos concordam que home office é tão ou mais produtivo do que o trabalho no escritório
Novos dados revelam que 57% dos líderes da América Latina afirmam que planejam adotar um modelo operacional diferente do que tinham antes da pandemia de Covid-19. O objetivo é garantir a segurança dos funcionários e alcançar maior produtividade. Entre os líderes latino-americanos pesquisados, mais da metade (58%) afirma que a principal motivação é criar uma experiência geral melhor para os funcionários, de acordo com um novo White Paper da IDC patrocinado pela Unisys Corporation (NYSE: UIS), intitulado Digital Workplace Insights™: Seeking Digital and Experience Parity to Support the Hybrid Workforce” [em tradução livre, “Perspectivas para o ambiente de trabalho digital: em busca da equiparação entre o escritório e o ambiente digital para garantir a eficiência do trabalho híbrido”].
A pesquisa patrocinada pela Unisys entrevistou mais de 1.100 pessoas, incluindo líderes empresariais e funcionários, em 15 países: Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, França, Alemanha, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Cingapura, Reino Unido e os resultados dos Estados Unidos são detalhados no white paper da IDC .
Em relação à produtividade, 83% dos funcionários concordam com os líderes (77%): eles são tão ou mais produtivos em casa ou em outro local remoto – em comparação com o trabalho no escritório. E 39% dos funcionários ainda destacam que preferem trabalhar fora dos limites da empresa – em locais como residências, cafeterias e escritórios compartilhados. Para tirar proveito disso isso, 28% das empresas da região planejam fazer investimentos direcionados para gerar crescimento e estão priorizando a inovação para prosperar em uma era pós-COVID-19. Nesse sentido, considera-se que AI (60%), 5G (58%), IoT (51%) e plataformas de segurança modernas (50%) trarão mais benefícios aos ambientes de trabalho da organização nos próximos cinco anos.
No entanto, a pesquisa também mostra que muitos líderes têm opiniões diferentes das de seus funcionários:
• Embora 52% dos funcionários latino-americanos considerem o local de trabalho e tempo favoráveis à vida familiar importantes, apenas 42% dos líderes de empresas latino-americanos pensam da mesma forma.
• 54% dos colaboradores da região afirmam que é fundamental capacitar equipes e pessoas, preocupação que apenas 43% das empresas reconhecem. Essa diferença é muito semelhante na América do Norte (para 63% dos funcionários e 51% das empresas).
• Por outro lado, 59% dos funcionários latino-americanos afirmam que o acesso à tecnologia mais atualizada é fundamental para uma experiência ideal do funcionário. Isso é um pouco menos importante para os líderes latino-americanos (50%).
Os líderes empresariais estão muito mais preocupados do que os funcionários com os aspectos práticos do trabalho remoto:
• Para 33% dos líderes, a dificuldade de comunicação e trabalho com os demais integrantes da equipe é algo preocupante. Apenas 26% dos funcionários concordam com isso.
• 34% dos líderes estão preocupados com a falta de supervisão e visibilidade da gestão como resultado do trabalho em casa, em comparação com apenas 13% dos funcionários.
• 31% dos líderes estão preocupados com as possíveis dificuldades de acesso a dados, apenas 18% dos funcionários consideram isso um desafio.
• 47% dos líderes consideram o uso de tecnologias desconhecidas ou novas para trabalhar em casa um desafio, mas apenas 6% dos funcionários assumem o mesmo.
A pesquisa também revela quais tecnologias tornam o trabalho remoto mais produtivo:
• Soluções de conectividade e banda larga são as melhorias mais solicitadas por 44% dos colaboradores, mas o problema aparece como uma necessidade latente para apenas 34% dos líderes;
• Funcionários 33% e líderes 30% concordam que laptops mais atualizados são necessários para promover a eficiência do trabalho remoto.
Os critérios que tornam a experiência de trabalho do funcionário ideal, excluindo salário e benefícios:
• Líderes e colaboradores concordam que o reconhecimento pelas conquistas é o principal requisito para uma melhor experiência de trabalho, com 62% e 59%, respectivamente.
• A comunicação frequente e aberta da alta administração é o segundo critério mais relevante para 58% dos funcionários. Já para os líderes empresariais, os próximos requisitos para um melhor ambiente de trabalho são: tecnologia (50%) e garantia de autonomia para equipes e indivíduos na tomada de decisões (43%).
“O verdadeiro desafio para a TI é proporcionar a mesma experiência para todos os funcionários, que trabalham em locais diversos e híbridos. Isso significa permitir que todos encontrem formas individuais de trabalho que impulsionem sua produtividade e a inovação a qualquer hora, em qualquer lugar e de qualquer dispositivo. Inteligência artificial, automação, análise e resolução proativa de problemas fazem parte de um conjunto mais amplo de tecnologias e habilidades necessárias para oferecer isso. Esta pesquisa mostra como são variadas as percepções de um ambiente de trabalho digital moderno. Ela também mostra que muitas empresas estão pensando no futuro e criando um ambiente de trabalho que não só será mais produtivo, mas também será melhor para os seus funcionários”, destaca Mauricio Cataneo, VP e gerente geral da Unisys para a América Latina.
“Um dos desdobramentos de 2020 é a necessidade de reajustar tecnologias, processos e políticas para garantir a eficiência das formas híbridas de trabalho”, destaca Holly Muscolino, da IDC.
“Em todo o mundo, quase 40% da força de trabalho foi forçada a mudar quase da noite para o dia para formas remotas de trabalho, ao mesmo tempo em que os outros 60% continuaram se adaptando e buscando novas formas mais seguras de concluir suas tarefas. Nós já sabemos que, para a grande maioria, não haverá volta ao modelo de negócios de 2019. Os trabalhadores remotos continuarão representando quase um quarto da força de trabalho global, ainda que exista alguma variação entre os diferentes setores. A força de trabalho híbrida – remota, no escritório, em trabalho de campo e transitando entre locais distintos – está aqui para ficar e as mudanças e reorganizações provisórias criadas ao longo de 2020 devem se tornar permanentes daqui para a frente”.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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