Com planejamento e informação, micro e pequenas empresas podem alavancar exportações

Com planejamento e informação, micro e pequenas empresas podem alavancar exportações
Em 2020, as micro e pequenas empresas nacionais foram responsáveis por quase 32% das exportações. A informação, divulgada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), acrescenta que de 25 mil exportadoras, uma em cada três (8,4 mil) são de pequeno porte.

Roberto Lange, docente no curso de Promoção e Negociação Internacional com Foco na Exportação do Senac EAD destaca alguns fatores que contribuíram para o resultado positivo: dólar em alta, crescimentos das compras on-line (geradas pelas restrições da crise sanitária) e incentivos fiscais do governo federal.

Na avaliação do especialista, os gestores interessados em investir no setor de vendas internacionais precisam, inicialmente, conhecer os mercados nos quais pretendem atuar (seja interno ou externo). “É fundamental conhecer hábitos, questões culturais e históricas. Além disso, deve-se considerar que o cliente internacional é diferente do que a empresa está habituada”, explica.

Logística em destaque

Entre os pontos destacados pelo docente do Senac EAD estão, ainda, logística e marketing. As duas áreas andam juntas em razão do formato de vendas além do fato de que a empresa precisa cumprir os prazos acordados com o cliente, no momento da compra. “Ter um bom parceiro logístico é tão fundamental quanto ofertar um excelente produto aos compradores. Não podemos esquecer das questões tributárias, pois cada produto possui uma alíquota diferente ou incentivos distintos. Não considerar essas questões pode inviabilizar a operação”, acrescenta Roberto Lange.

Os envios de produtos para o exterior exigem uma série de processos específicos, responsáveis pela agilidade e cumprimento de prazos. As empresas precisam providenciar toda a documentação necessária, entre elas: Commercial Invoice (fatura alfandegária), Packing List (documento de embarque), Certificado de Origem e AWB (contrato de transporte entre a companhia aérea e o responsável pela carga) para o caso de transporte aéreo.

Em relação às micro e pequenas empresas, é fundamental ter um parceiro de confiança. Atualmente, muitas delas já contam com parcerias específicas para transporte internacional. Cabe ao gestor escolher o fornecedor que ofereça as melhores vantagens com boa relação custo/benefício.

Qualificação

Roberto observa que os empreendedores iniciantes devem estudar legislação aduaneira, incentivos fiscais ofertados pelo governo federal e detalhamento sobre custos e logística. “No Senac EAD temos uma série de cursos que podem auxiliar esse público. Processos Logísticos de Estoques e Compras, Custos e Formação de Preço de Vendas, Custos Logísticos, Promoção e Negociação Internacional com Foco na Exportação, Custos Logísticos e Processos de Logística Reversa são algumas das opções focadas no setor”, detalha.

No Senac EAD estão disponíveis conhecimentos em outros níveis de ensino como, por exemplo: Técnico em Logística (curso técnico), Tecnologia em Comércio Exterior, Logística, Marketing e Processos Gerenciais (graduação), Gestão Logística da Cadeia de Suprimentos (pós-graduação), Estratégias de Negociação Internacional, Logística Internacional e Operações Globais e Operações de Derivativos e Mercado Internacional (extensão universitária).

O especialista do Senac EAD destaca, ainda, que o projeto de exportação deve ter um mapeamento estratégico de todos os requisitos necessários para comercializar os produtos no exterior. Por isso elenca algumas dicas para orientar os pequenos empresários:

– Pense nos impostos: as normas tributárias podem conter incentivos para exportação. Importante conhecer bem esse tema;

– Conhecer as regulamentações: quaisquer produtos exportados além de seguirem as normas do país de origem precisam seguir também as regulamentações do país de destino;

– Realizar a organização de todo o processo logístico: Imagine vender e ter dificuldade para fazer o produto chegar a seu cliente. Este processo precisa estar definido antes de vender;

– Habilitações: para exportar, uma empresa necessita de vários documentos e por isso deve estar registrada nos órgãos competentes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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