Telefonia blindada e criptografada: entenda as diferenças e porque empresas devem ter as duas

Telefonia blindada e criptografada: entenda as diferenças e porque empresas devem ter as duas

Quando se trata de proteção contra ciberataques, muitas dúvidas são geradas de como proteger os aparelhos móveis. É claro que, muitos sistemas não são acessíveis para todas as pessoas, que acabam buscando alterativas simples, como cuidados com as senhas para se sentirem minimamente seguras. Porém, empresas, instituições e governos que, deveriam dar a devida atenção ao tema, sequer sabem como de fato fazer isso. Colocando em risco todo o patrimônio e, até mesmo, proteção dos dados dos seus clientes, parceiros e terceiros.

A criptografia – prática de codificar dados por meio da aplicação de algoritmos – já é algo comum aos ouvidos de muitos. Mas, a grande questão é que, para a segurança de uma companhia, criptografar os aparelhos internos e dos principais executivos passa a ser uma “meia solução”, é o que explica Augusto Schmoisman, especialista em defesa cibernética e CEO da Citadel Brasil, empresa israelense que atua com a última tecnologia mundial em defesa.

“O problema com a criptografia é que, mesmo com canais de comunicação seguros, as chaves para descriptografar são salvas, muitas vezes, dentro do celular, o que deixa o aparelho ainda vulnerável a um hacker. Existem sistemas de telefonia blindada, onde o dispositivo móvel passa por um processo de blindagem que não permite a extração de informações do telefone. Se o aparelho não pode ser interceptado por um malware, ele não fica vulnerável a esses tipos de ataques que visam pegar as chaves para descriptografar mensagens e ligações encriptadas”.

Augusto afirma que, como todas as chaves, logins de acesso e senhas são salvos de forma automática, os criminosos podem acessar essas informações, além de abrir o microfone e a câmera do celular da vítima, possibilitando ver e ouvir toda a sua rotina, inclusive reuniões sigilosas. “Os celulares se tornaram uma máquina de espionagem remota poderosa para um hacker habilidoso”, complementa.

O especialista conta que a blindagem é menos acessível, pois o aparelho móvel passa por um processo mais caro devido as licenças necessárias. Mas, uma outra forma de protege-lo é usar algum sistema que não tenha chaves salvas no telefone. Mas, ainda sim, isso não é 100% seguro. “Se o celular for infectado por um malware, é possível gravar a tela e visualizar o código que está sendo digitado”.

Caso a empresa decida por investir na proteção dos aparelhos da companhia com a blindagem e criptografia, se o executivo ou até mesmo uma pessoa de cargo político fizer uma ligação ou trocar mensagens com alguém que não tenha o mesmo sistema de segurança, as conversas podem ser hackeadas. “A forma 100% segura é que os dois aparelhos em ligação ou troca de mensagens sejam encriptados pelo mesmo sistema e que não sejam vulneráveis a malware por meio da blindagem. Se não for possível realizar a blindagem, ter uma ligação encriptada diminui bastante os riscos, mas não é totalmente seguro”, finaliza o especialista.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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