Continuação dos estudos é o caminho para promoção e aumento do salário

Segundo o relatório Education at a Glance, da OCDE, o brasileiro formado no ensino superior ganha, em média, mais que o dobro (140%) de quem só cursou o ensino médio. Com a pós-graduação, é possível ganhar um salário mais de quatro vezes maior (350%) na comparação com quem só se formou no ensino médio. Porém, mais de 70% dos jovens entre 18 e 24 anos não se formou no ensino superior nem está cursando faculdade atualmente.
A pandemia da Covid-19 impactou fortemente a continuação dos estudos dos brasileiros. Muitas escolas fechadas não ofereceram a continuação dos estudos durante o período, que já dura um ano e dois meses. “A educação é essencial para uma melhor colocação no mercado de trabalho. Além de trazer melhor remuneração, permite que esses trabalhadores não parem no tempo: estejam atualizados e continuem sendo vistos como fundamentais nas empresas em que trabalham”, afirma o professor e consultor de carreira da ESIC Internacional, Alexandre Weiler.
Divulgada em novembro de 2020, a pesquisa “TIC Covid-19”, aponta que 56% dos alunos que não estudaram na pandemia apontaram como motivo a busca por emprego. Os dados também mostram que 32% dos entrevistados afirmam que deixaram de estudar porque a escola não ofereceu aulas ou atividades do curso. De acordo com a pesquisa, a dificuldade de tirar dúvidas com professores foi a principal barreira para acompanhar as aulas, apontada por 38% dos entrevistados, seguida por baixa qualidade de conexão ou a inexistência dela (36%), falta de estímulo para estudar (33%) e a baixa qualidade das aulas (27%).
Segundo o consultor, a qualidade das aulas influencia diretamente na motivação dos alunos. “Quem estuda tem dúvidas, precisa trocar experiencias e, principalmente, fazer networking, chave do sucesso profissional. É preciso procurar cursos de formação que oferecem essas ferramentas, mesmo que no mundo online”, afirma.
Resultado de uma parceria firmada com o Google for Education, a ESIC Internacional não interrompeu as aulas dos alunos do ensino fundamental do Colégio Internacional ESIC e também dos alunos de graduação, dos cursos de Bacharelado em Administração, Negócios Internacionais e Tecnologia em Gestão Comercial. Devido à pandemia de COVID-19, todas as aulas foram realizadas no ambiente online, nos mesmos turnos e horários que eram feitos presencialmente.
“Conseguimos transferir 100% da nossa atividade presencial para o ambiente online. A ferramenta possibilita um ambiente muito promissor para a troca de aprendizado, inclusive conseguimos até realizar trabalhos em grupo por meio delas”, afirma Weiler. O consultor lembra que com o afrouxamento das medidas restritivas, hoje o aluno precisa ter o direito de escolha entre estar no presencial e no virtual. “Adotamos o ensino híbrido, no qual os alunos online assistem e participam das mesmas aulas presenciais, possibilitando a troca entre eles e o contato direto e ao vivo com o professor”, explica.
Weiler ainda alerta para que se mantenha a continuidade dos estudos. “Pensamos que as escolas ficariam algumas semanas paradas e já se passaram mais de um ano e dois meses dessa situação. É importante manter os estudos em dia, e acima de tudo, buscar cursos de atualização pois o mercado profissional está em contante mutação e exige cada vez mais conhecimento dos seus profissionais”, finaliza.
Um levantamento da Austin Rating, a partir das projeções do último relatório do FMI, aponta que o Brasil deve ter a 14ª maior taxa de desemprego do mundo em 2021, ultrapassando a taxa de países como Colômbia e Peru.








