Pequenas economias trazem grandes resultados para uma empresa

A maior causa de fechamento de empresas é atribuída a má gestão financeira. Este cenário de falências afeta principalmente micro e pequenos empreendedores que, na maioria dos casos, começam um negócio com quase nenhum conhecimento sobre como gerí-lo. E o pouco que sabem sobre finanças, infelizmente, nem sempre é feito da maneira correta.
De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE, a cada 5 pequenas empresas abertas, 1 fecha as portas no 1º ano. Das que sobram, 60% não passam dos 5 anos de vida. E se você acha que o motivo é a crise do Covid-19, saiba que estes dados são de antes da pandemia. Com a crise do coronavírus, a velocidade de empresas falidas aumentou. Quem insistiu em não olhar com cuidado a gestão financeira não resistiu nem aos primeiros meses de 2020. Mas quem viu na crise uma oportunidade para “colocar a casa em ordem” (mesmo que por desespero), conseguiu, em meio à Pandemia, manter o negócio funcionando melhor do que antes. O segredo, entre outras ações complementares, está na redução de custos.
Para Renan Kaminski, sócio fundador da 4blue, consultoria especializada em finanças para pequenas e micros empresas, a saúde financeira de um negócio começa pelas pequenas economias, gerando grandes resultados a curto e médio prazo.
“Já impactamos com nossos cursos, treinamentos e consultorias mais de 1 milhão de empresários e notamos que entre os seus maiores erros estavam os gastos sem necessidade, inclusive os menores que escapam por serem considerados sem importância, mas que no montante de um ano fazem uma grande diferença no bolso do empresário. Quando você não consegue fazer vendas, reduzir custos é o que traz caixa de maneira mais rápida para a empresa”, diz Kaminski.
Um ajuste no almoxarifado, desligar a tela do PC quando não estiver usando e até instalar um redutor de pressão de água são exemplos de ações que fazem uma diferença significativa em contas como água, luz e gastos com material de escritório. Mas a lista de ações para redução de custos vai além.
Abaixo listamos outras dicas práticas como formas de economia citadas por Kaminski:
- Existe vida sem internet no celular – Repense se o negócio realmente precisa de um plano de internet para o celular da empresa. Não caia na tentação de adquirir um recurso que será subutilizado só “porque valia a pena dentro do plano” oferecido pelo vendedor;
- Elimine os copinhos descartáveis – Que tal trocar por canecas? O bolso da empresa agradece e o planeta também;
- Não faça compras com uma visão de conforto pessoal – Muitas vezes o empreendedor faz compras para a empresa pensando com a cabeça de pessoa física, pagando caro por luxos que são irrelevantes para os negócios, por exemplo trocar de carro com tanta constância, comprar um último modelo de smartphone, pagar plano de TV a cabo, ou mesmo se hospedar num hotel caro em viagens da empresa;
- Reuniões online – Nos tempos atuais essa realidade está cada vez mais inserida na rotina dos empresários. A reunião por vídeo chamada economiza o dinheiro do transporte e muito tempo, que também vale dinheiro;
- Repense sua estrutura física – Aluguel e condomínio são gastos expressivos nas empresas, com exceção de negócios que precisam atender clientes fisicamente (lojas locais, dentistas, médicos, etc.), a grande maioria dos negócios pode repensar toda sua estrutura física, economizando grandes quantias;
- Negocie suas parcerias e fornecedores – No mercado competitivo como o de hoje, sempre terá alguém disposto a oferecer um serviço/produto similar com uma negociação melhor;
- Faça o possível para reduzir a rotatividade da equipe – O custo da rescisão mais a procura por novo colaborador e o treinamento pode, literalmente, acabar com o seu negócio. Tomar ações para manter os bons colaboradores na equipe é primordial. É melhor pagar bem um ótimo funcionário do que ficar trocando a todo o tempo funcionários que recebem pouco.








