Inadimplência de aluguel no Paraná cai em abril

Inadimplência de aluguel no Paraná cai em abril

A região Sul segue com a menor inadimplência do país, com 2,65%, mantendo-se abaixo da média nacional de 3,18%

Após duas altas consecutivas, a inadimplência de aluguel no Paraná cedeu, com taxa de 2,90% em abril, após 3,01% em março – recuo de 0,11 ponto percentual. No comparativo com o mesmo período de 2025 (2,24%), o indicador cresceu 0,66 ponto percentual no último mês. A taxa ficou ainda abaixo da média nacional, que foi de 3,18%. Os dados são do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL) da Superlógica, principal plataforma de soluções tecnológicas e financeiras para o mercado do morar.

Segundo Manoel Gonçalves, Diretor de Negócios para Imobiliárias da Superlógica, a queda em abril interrompe uma sequência de dois meses de alta, mas precisa ser lida com cautela. “O Paraná manteve uma trajetória de oscilações ao longo do último ano, alternando entre altas e baixas sem firmar tendência clara. Mas, ainda assim, o índice permanece abaixo da média nacional, o que reflete um cenário regional mais controlado. Devemos acompanhar os indicadores econômicos dos próximos meses para entender como a inadimplência locatícia vai se comportar”, afirma.

Nordeste lidera ranking

A região Nordeste continua liderando o ranking de inadimplência do país, com uma taxa de 4,98%, alta de 0,21 ponto percentual em relação a março (4,77%). Em seguida vem o Norte, com 4,37%, leve aumento de 0,08 ponto percentual sobre os 4,29% do mês anterior. O Centro-Oeste ocupa o terceiro lugar, com 2,97%, queda de 0,20 ponto percentual frente aos 3,17% de março. O Sudeste aparece logo depois, com taxa de 2,94% e recuo de 0,20 ponto percentual, enquanto o Sul mantém a menor taxa do país, com 2,65%, baixa de 0,12 ponto percentual no mesmo intervalo.

Na região Sul, os imóveis comerciais seguem na frente na inadimplência de aluguel, com 3,38% em abril, queda de 0,34 ponto percentual em relação a março (3,72%). Em seguida, aparecem as casas, com 3,03%, recuo de 0,32 ponto percentual frente aos 3,35% do mês anterior. Por último os apartamentos, com taxa de 1,98% e leve queda de 0,09 ponto percentual no período.

Entre a base nacional analisada por faixa de valor, os imóveis com aluguel de até R$ 1.000 continuam concentrando as maiores taxas, apesar do recuo em abril. Entre os residenciais, a inadimplência nessa faixa ficou em 5,56% contra 5,98% no mês anterior. Nos imóveis comerciais, fechou o período em 7,00%, ante 7,41% em março. Na outra ponta, as locações residenciais entre R$ 3.000 e R$ 5.000 registraram 1,71%, o menor índice entre os imóveis residenciais.

Valores elevados

Os imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil também seguiram em queda. Depois de registrarem 6,01% em fevereiro, recuaram para 5,83% em março, e fecharam abril em 4,52%. Apesar da melhora, a faixa ainda aparece entre os maiores índices da categoria, mantendo o segmento no radar das imobiliárias pelo impacto financeiro de contratos de maior valor.

“Os dados mostram que a inadimplência não está concentrada em um único perfil de locação. A faixa de até R$ 1.000 segue pressionada, o que reflete a maior sensibilidade das famílias de menor renda ao custo de vida. Mas contratos de valor mais alto também exigem atenção, porque cada atraso representa um impacto financeiro proporcionalmente maior para a imobiliária. Por isso, mais do que olhar apenas para a taxa média, é importante entender como a inadimplência se comporta dentro de cada carteira”, analisa Gonçalves.

Na análise por tipo de imóvel, os três segmentos registraram queda em abril. A inadimplência de apartamentos chegou a 2,11%, ante 2,30% em março; a de casas recuou de 3,60% para 3,31%; e os imóveis comerciais, que vinham acumulando pressão nos meses anteriores, cederam de 4,54% para 4,21%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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