Fundo de previdência da Fusan desafia a crise

Fundo de previdência da Fusan desafia a crise

 Viva Mais vira um dos casos de maior sucesso da previdência brasileira

Em um setor historicamente marcado pela estabilidade, crescimento lento e forte dependência de patrocinadoras estatais, o Viva Mais Previdência, administrado pela Fundação Sanepar de Previdência e Assistência Social (Fusan), tornou-se um caso raro de expansão acelerada dentro da previdência complementar fechada brasileira. O plano nasceu em 2020, exatamente às vésperas da pandemia e da maior turbulência econômica global em décadas. Ainda assim, conseguiu transformar adversidade em escala, inovação e crescimento patrimonial.

Criado inicialmente como um “plano família”, voltado aos empregados da Sanepar e seus parentes, o Viva Mais surgiu em um momento em que os fundos de pensão brasileiros enfrentavam um desafio estrutural: envelhecimento da base de participantes, mudanças nas relações de trabalho e crescente pressão sobre os sistemas públicos de aposentadoria. A resposta da Fusan foi desenhar um produto mais flexível, digital e acessível, inspirado no movimento de modernização incentivado pela Abrapp.

A aposta na previdência digital

O resultado foi um plano com características pouco comuns no segmento fechado: adesão totalmente digital, baixa contribuição mínima, portabilidade simplificada, flexibilidade de aportes e foco em planejamento financeiro de longo prazo, não apenas aposentadoria. “Em essência, a Fusan percebeu antes de muitos concorrentes que a previdência complementar precisaria deixar de ser apenas um benefício corporativo para se tornar uma plataforma ampla de construção patrimonial”, explica o presidente da Fusan, Rafael Stec.

Os primeiros sinais de sucesso vieram rapidamente. Apenas nove meses após o lançamento, em plena pandemia, o Viva Mais já acumulava mais de 530 adesões e patrimônio próximo de R$ 1,5 milhão. Em 2022, quando a Fusan completou 40 anos, o plano já reunia cerca de 860 participantes e R$ 10,5 milhões em patrimônio, um avanço incomum para um produto recém-criado dentro do sistema fechado brasileiro.

Crescimento muito acima do mercado

O desempenho mais impressionante, contudo, viria nos anos seguintes. Em 2025, o Viva Mais registrou crescimento patrimonial de 201%, enquanto a média nacional do setor avançou 14,83%. O patrimônio bruto atingiu R$ 43,8 milhões, colocando o plano entre os destaques absolutos da previdência complementar no país.

“O Viva Mais terminou o ano em terceiro lugar nacional em crescimento geral, líder absoluto entre os planos do Sul e Sudeste e primeiro colocado no Brasil entre os planos com patrimônio acima de R$ 10 milhões. Nem mesmo a rentabilidade ficou restrita à narrativa de expansão comercial. O plano encerrou 2025 com retorno de 14,1%, acima da média de mercado de 13,5%, reforçando a percepção de que crescimento acelerado não comprometeu disciplina de gestão nem governança”, informa Rafael Stec

De plano família a plataforma nacional

Parte desse desempenho está ligada à transformação institucional promovida pela Fusan. Nos últimos anos, a entidade intensificou investimentos em compliance, governança e relacionamento digital, além de ampliar atuação junto a municípios e associações por meio do Viva Mais Multi Prefeituras.

O que começou como um plano familiar regional transformou-se gradualmente em uma plataforma aberta de previdência complementar, hoje acessível a praticamente qualquer pessoa via vínculo associativo ou institucional.

Um novo modelo para os fundos de pensão brasileiros

Dentro do setor, o Viva Mais passou a ser visto como um exemplo de modernização bem-sucedida das entidades fechadas brasileiras.

“Em um mercado frequentemente associado à rigidez e crescimento limitado, a Fusan conseguiu construir algo raro: um fundo de previdência capaz de expandir rapidamente sem abandonar o modelo sem fins lucrativos que historicamente diferencia o sistema fechado brasileiro”, conclui o presidente da Fusan.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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