Open Banking Week 2021 é gratuito e reúne empresas do mundo todo

Ao falar de transformação digital, é impossível não citar o Open Banking, um sistema onde a tecnologia está no centro de todas as atividades por meio do compartilhamento de dados bancários e financeiros, e, além disso, movimenta totalmente o impacto da economia.
Entre 07 a 11 de junho, acontecerá o Open Banking Week 21, em formato online e gratuito, a edição contará com diversos painéis e palestras com conteúdos vindo da Ásia, Oceania, Europa, América e Brasil. Um dos paineis nacionais será representado por Paulo Oliveira Andreoli, Head de OmniFinance, responsável pela área de Open Banking e Soluções de Pagamento no Grupo FCamara e seu convidado, Ralph Bragg, CTO e fundador da Raidiam, empresa parceira do Grupo e responsável pela implementação do diretório no Reino Unido e no Brasil.
Este painel, trará debates importantes sobre a implementação do diretório no Brasil até o momento, quais os principais desafios que as instituições enfrentam para implantar a infraestrutura de segurança, e, por fim, quais são as oportunidades para bancos e fintechs, aproveitando também a melhor experiência de seus usuários.
Benefícios
De acordo com o Head do Grupo Fcamara, o Open Banking traz diversos benefícios, sendo um dos mais importantes, o aumento da competição. “Não há a obrigação de se manter preso a uma instituição o cliente poderá compartilhar o seu histórico de crédito e de transações com outras instituições que então poderão oferecer condições melhores de crédito e tarifas menores, por exemplo. O cliente acaba tendo liberdade e autonomia para trocar de empresas prestadoras de serviços sem “perder” o seu histórico, e, para as instituições, cria-se um ambiente competitivo benéfico, que leva mais opções aos usuários e permite a entrada de mais produtos e instituições no mercado”, explica Andreoli..
Ainda segundo o especialista, esse modelo de mercado permite que todas as instituições, com autorização prévia do usuário, tenham acesso às informações do cliente, possibilitando que bancos, fintechs e outras iniciativas do setor financeiro compartilhem dados, produtos e serviços, com objetivo de desenvolver e integrar novos produtos, aumentando a competitividade e beneficiando o usuário final, permitindo aos bancos a criação de modelos de negócio inéditos.
Segurança
A segurança dos dados e informações dos usuários é um dos pontos mais importantes do debate. Para Bragg, CTO da Raidiam,“é importante ressaltar que o Open Banking não vai deixar os dados dos usuários explícitos e sem controle, ou seja, o cliente de determinada instituição que autoriza que seus dados circulem entre algumas plataformas do seu interesse”, explica.
Open Banking no Brasil
A implementação desse modelo continua em andamento no Brasil, com a segunda fase prevista para dia 15 de julho. A estimativa para implementação total é até dezembro de 2021. Atualmente, o controle das informações está centralizado em cada instituição, que cria internamente as soluções para o seu gerenciamento.
De acordo com projeção do Grupo FCamara, a perspectiva é de que cerca de 5 milhões de brasileiros irão aderir ao sistema ainda em 2021. Para chegar a esse número, a FCamara levou em consideração a proporção de população bancarizada, o sistema financeiro ativo e desenvolvido do país, a inclusão nesse sistema de 10 milhões de pessoas pelas necessidades decorrentes da pandemia de covid-19 em 2020, além da chegada do Pix, que vem acostumando os brasileiros a uma forma de pagamento totalmente digital.








