Saiba quais são os desafios do mercado de assistência automotiva no segundo semestre

Saiba quais são os desafios do mercado de assistência automotiva no segundo semestre

O ano de 2021, assim como 2020, está sendo um período de grandes mudanças para todos os setores da economia, inclusive para o mercado de assistência automotiva. Em 2020, a queda nas vendas de veículos novos em comparação a 2019 foi de 26%, segundo dados da Anfavea, somada a crise da pandemia, que não somente impactou o horário de funcionamento das concessionárias, mas também a situação econômica do Brasil, o que trouxe várias consequências para a população consumidora.

De acordo com Felipe Machado, gerente Comercial da Allianz Partners, 2021 ainda será de extrema cautela para os negócios. “As empresas do setor estão se arriscando pouco e talvez até prorrogando contratos atuais para não se envolverem em grandes negociações. Será mais um ano de grandes desafios”, acredita.

Mudanças no atendimento

Sob a ótica comercial, o relacionamento com os clientes precisou ser completamente revisto, já que em meio à pandemia e ao home office, não foi possível fazer os encontros pessoais com os parceiros de negócios, tão importantes para o processo comercial. No entanto, a quantidade de touch points foi ampliada via telefone e videoconferências.

O implemento das soluções digitais, além de reduzir ainda mais os custos administrativos, levará tecnologia de ponta aos nossos clientes, o que é sempre bem-vindo”, afirma. Diversas ferramentas estão sendo introduzidas para garantir a melhor experiência do cliente final, como o Voice Technology, o Voicebot, o Digital RSA, por exemplo. “A Allianz Partners Brasil, por exemplo, já possui uma assistente virtual inteligente de reconhecimento de voz, a Allice. Dessa forma podemos ter mais agilidade ao acionar e monitorar socorros realizados. Essas plataformas tecnológicas otimizam o atendimento e o serviço prestado”, explica.

Novo perfil de consumidores

A transformação do consumidor se tornou muito mais evidente na pandemia. Isso porque os clientes avaliam detalhadamente os produtos antes de adquiri-los, especialmente os que não eram entendidos como essenciais, reduzindo assim a velocidade de troca dos veículos por outros mais novos.

“O volume de negócios no setor tende a aumentar no pós-pandêmico, embora não deva retornar a patamares de alguns anos atrás. Mas, a prática pelo digital deve se manter e ampliar, já que o consumidor percebeu a comodidade e a segurança deste canal, o que torna este investimento cada vez mais necessário”, explica o gerente.

Queda nos deslocamentos diários

Com a quarentena decretada e o regime de home office, o volume de deslocamentos diários em setembro e outubro de 2020 sofreu uma queda de 50% em cidades como São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, de acordo com um estudo ainda não concluído pelo Centro de Excelência BRT+, da Universidade Católica do Chile, em parceria com o Instituto WRT Brasil.

Novas soluções

Segundo dados da Anfavea, com o agravamento da pandemia, 13 das 23 montadoras de automóveis do país sofreram com a paralisação total ou parcial, o que impactou diretamente o setor de assistência. “Uma saída que buscamos por conta do impacto no segmento automotivo é a procura por novos mercados como os Seminovos, Rent a Car, Gestoras de Frotas, apps de soluções automotivas e empresas de vistorias, por exemplo. Temos mapeado este mercado em busca de viabilizar soluções personalizadas a todos eles. E, claro, nosso apoio e investimento junto aos tradicionais parceiros montadoras continua ainda mais fortalecido. O objetivo é enfrentar estes desafios em conjunto”, explica Machado.

Crédito da foto: Pexels- Andrea Piacquadio

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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