Saiba como escolher boas opções de relógio para o registro de funcionários

Saiba como escolher boas opções de relógio para o registro de funcionários

A tecnologia avançou e os relógios de ponto têm se mostrado obsoletos diante de tantas opções de sistemas que cumprem a função de registro de colaboradores, entregando maior valor para a gestão de pessoas dentro das empresas. Além disso, o home office ou as atividades laborais em que os aparelhos físicos dificultavam o processo de marcação, como era muito comum em atividades do agronegócio, ganham com maior segurança jurídica.

Porém, diferentes sistemas foram criados, o que pode levar os empresários ou gestores de Recursos Humanos a ficarem com dúvidas sobre qual opção escolher. Segundo Dimas Fausto, presidente da Dimastec, que há mais de 25 anos atua no segmento de registro de ponto e controle de acesso, algumas questões devem ser respondidas pela empresa na hora de comparar as alternativas existentes.

Um dos pontos que ele menciona é a capacidade de integração do sistema de marcação com o software para gestão de pessoas que já existe na organização. De acordo com a explicação de Fausto, esse é um grande diferencial, uma vez que a maioria das plataformas disponíveis demanda o uso de sistemas combinados, limitando muito as possibilidades e aumentando o valor a ser aplicado. “Com esse cuidado na escolha, prevalece o investimento financeiro e tecnológicos já feitos dentro da empresa, sem perdas significativas para o incremento de um novo sistema”, diz o profissional.

Imediatismo das soluções

O que também precisa ser ponderado pelo empresário é o imediatismo que as soluções de marcações virtuais oferecem, fato que favorece a tomada de decisões e correções por parte do RH. Fausto alerta que, diferentemente do relógio de ponto, os sistemas enviam os dados para a plataforma de gestão de pessoas em tempo real. Por exemplo, esse quesito ajuda bastante no controle de hora extra, além de permitir a geração de relatórios atuais sobre o absenteísmo dos profissionais contratados, entre outros. O resultado é a gestão de alto nível, aponta ele.

Fausto também comenta sobre um artifício que ganhou bastante popularidade no processo de marcação de ponto: o reconhecimento facial. No entanto, o executivo explica que o recurso costuma ter duas formas diferentes de atuação, o que implica em entender melhor como o sistema pesquisado opera para saber se ele atenderá a real necessidade da companhia.

O fácil reconhecimento é um aspecto que deve ter a atenção do contratante. É preciso avaliar, de acordo com Fausto, se a plataforma trabalha com o reconhecimento facial imediato à marcação de ponto ou se ela opera por meio do comparativo de imagem, que envolve enviar uma imagem de cada colaborador para uma nuvem, imagem essa que será sempre usada para confirmar se aquela pessoa é a mesma da foto. “São possibilidades diferentes e a segunda envolve uma análise que leva maior tempo de resposta, gerando um grande atraso, a depender do sistema.”

Além disso, vale confirmar se o reconhecimento consegue acompanhar as mudanças estéticas dos colaboradores, provenientes da passagem do tempo ou mesmo de procedimentos, como mudança de cor de cabelos ou uso de barbas. Nesse caso, o sistema que faz a biometria facial on time ganha no quesito eficiência.

Conectividade dos aparelhos

São ainda pontos positivos para as plataformas de registro de ponto a capacidade de gerenciamento, que envolve identificar a conectividade dos aparelhos em que o sistema roda, e o georreferenciamento, que permite identificar onde está o colaborador no momento do registro.

“Também é indispensável verificar se a plataforma roda sem estar conectada à internet, facilidade muito vantajosa para setores em que os profissionais trabalham fora da base ou com deslocamentos constantes, caso de representantes, prestadores de serviço e de trabalhadores do campo. Avalie se esse aplicativo armazena as informações em cache de memória para envio futuro, quando houver internet”, afirma Fausto.

Para ele, se todos esses cuidados forem tomados, a chance de acerto é grande e o empresário ainda estará economizando, tendo em vista o custo alto de manutenção e aquisição dos pontos fixos para registro de funcionários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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