Negociar dívidas é o melhor caminho para recuperar o crédito

Negociar dívidas é o melhor caminho para recuperar o crédito

Mais de 62 milhões de consumidores brasileiros estão com o nome negativado nos órgãos de proteção ao crédito, como revela o Mapa da Inadimplência no Brasil de 2021. Essa situação torna a realidade de muitas famílias mais difícil, uma vez que restringe o acesso ao crédito e inviabiliza a realização de projetos pessoais e profissionais que dependem de recursos financeiros.

Recuperar o crédito é possível. Segundo a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor do Estado de São Paulo (Procon-SP), a retomada começa pela compreensão da extensão do problema. Muitas pessoas que estão inadimplentes não sabem que se encontram nessa condição, por isso, é recomendável fazer uma checagem periódica do CPF.

Para a verificação, basta consultá-lo gratuitamente, pela internet, nos sites dos órgãos de proteção ao crédito. Caso a inadimplência seja confirmada, o Procon-SP orienta analisar qual é o valor devido, quem são os credores e quais são as taxas de juros. Ao fazer essa identificação, o próximo passo é se preparar para a renegociação de dívida.

Essa etapa pode ser mais simples do que muitos imaginam. Há a possibilidade, por exemplo, de o consumidor negociar pela internet a dívida com empresas de diferentes segmentos. Nessa modalidade, é comum o consumidor ter acesso a descontos e condições flexíveis de parcelamento, o que pode facilitar o processo de negociação.

Se preferir, o consumidor também pode optar por entrar em contato direto com a firma onde possui o débito em aberto. De acordo com o Procon-SP, durante essa conversa é importante propor condições de pagamento e de prazo que caibam no orçamento.

Como fica o acesso ao crédito

Após o pagamento da primeira parcela de renegociação – ou do valor integral, caso o acordo tenha sido feito à vista –, o consumidor tem o nome retirado da lista de negativados em até cinco dias úteis. No entanto, a retomada do acesso ao crédito não segue o mesmo ritmo. Isso porque muitas instituições financeiras analisam o histórico do cliente antes de conceder cartão de crédito, cheque especial, empréstimo pessoal ou financiamento.

O histórico é verificado por meio de uma consulta ao score, também conhecido como pontuação de crédito. Na prática, trata-se de um sistema que mostra a probabilidade de o consumidor pagar as contas em dia. Isso é feito por meio de um esquema de pontuação, que varia entre zero e mil, sendo que quanto mais baixo, maior é o risco de inadimplência.

Quando o consumidor atrasa o pagamento das contas e tem o nome negativado, a pontuação do score diminui. Por isso, pode ocorrer de empresas e instituições financeiras negarem o acesso ao crédito mesmo após a retirada do nome da lista de negativados dos órgãos de proteção ao crédito.

No entanto, há bancos e lojas que têm trabalhado com alternativas para quem está com o score baixo. Já há no mercado opções de cartão de crédito fácil de aprovar, que não consideram o histórico do consumidor.

Dicas para quem saiu da inadimplência

Algumas medidas podem ajudar na recuperação do crédito junto a instituições financeiras após resolver a situação da inadimplência. A primeira delas é aguardar alguns meses após a quitação da dívida para fazer uma solicitação. O ideal é que o consumidor busque essa opção de forma moderada. O Procon-SP alerta sobre as altas taxas de juros desse tipo de operação, sobretudo, do cartão de crédito.

No entanto, caso não seja possível aguardar, a apresentação do comprovante de renda e a escolha de credores diferentes podem ajudar no recebimento de uma resposta positiva. Manter o pagamento das contas em dia é a melhor alternativa para assegurar o equilíbrio das finanças e, consequentemente, o acesso ao crédito quando necessário.

Outra dica importante para quem saiu da inadimplência é evitar ter muitas contas bancárias. Manter várias contas abertas dá indícios de que o consumidor está em busca de crédito com diferentes instituições. Isso pode não ser positivo para o score de crédito. Fechar contas bancárias que não são necessárias é um passo importante para quem busca se manter com a vida financeira em dia.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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