Brasileiros estão investindo mais no exterior

Brasileiros estão investindo mais no exterior

Com a desvalorização do real, inflação em alta e muita instabilidade política pela frente, o brasileiro decidiu diversificar os investimentos para aproveitar o momento econômico favorável nas economias mais desenvolvidas e fugir das incertezas que derrubam a rentabilidade das aplicações por aqui.

O investimento líquido em ativos financeiros no exterior (critério que leva em consideração as aplicações menos os resgates) chegou a US$ 13,72 bilhões no primeiro semestre de 2021 e ultrapassou o volume registrado no ano passado inteiro (US$ 11 bilhões), superando também os valores registrados nos anos anteriores.

O investimento líquido em fundos chegou a US$ 9,75 bilhões, em ações US$ 2,96 e em títulos de dívida US$ 1 bilhão. Os dados foram levantados pela Remessa Online, principal plataforma digital brasileira de transferências internacionais, com base na balança de pagamentos.

Responsável por ⅓ dos envios de valores ao exterior feitos por pessoas físicas no país, a fintech Remessa Online registrou um crescimento de 121,92% nas operações destinadas a investimentos em sua base de clientes.

“O pequeno e médio investidor, que já tem uma carteira diversificada no Brasil, percebeu que pode se proteger dos riscos do país aplicando parte do seu capital em economias mais sólidas. Está muito mais fácil abrir conta numa corretora no exterior, além de mais simples e barato remeter valores para essa conta a partir do Brasil”, explica o economista Alexandre Liuzzi, diretor de estratégia da Remessa Online.

A tecnologia aliada aos avanços na legislação cambial possibilitou um crescimento na concorrência pelo serviço de remessa derrubando custos. As plataformas digitais simplificaram os processos, reduzindo prazos e o valor cobrado pelo serviço.

Lá fora, a digitalização das corretoras abriu a possibilidade para clientes estrangeiros abrirem contas sem a necessidade de contratar intermediários. Algumas delas já têm plataformas em língua portuguesa, facilitando o acesso a esses mercados, mesmo para aqueles que não dominam outros idiomas.

Orientações para investir no exterior

A Remessa Online preparou algumas dicas para ajudar quem tem interesse em investir fora do Brasil. Confira:

  1. Se você já opera com corretora no Brasil e tem uma carteira diversificada com ativos locais, está na hora de começar a olhar para outros mercados.
  2. Pesquise quais são as corretoras no país de interesse que permitem a abertura digital de conta para estrangeiros. Consulte também se a plataforma home broker tem versão em língua portuguesa. Isso pode facilitar não só a tomada de decisão quanto o envio de ordens.
  3. Levar parte do seu investimento para o exterior exige perfil para assumir risco, pois nas economias mais desenvolvidas o mercado de juros não oferece taxas atrativas. Desse modo, ações costumam oferecer as melhores possibilidades de ganhos.
  4. Investir no exterior também é uma forma de se proteger das variações do câmbio e é indicado para quem tem ou planeja ter uma vida fora do país, seja por trabalho, estudos ou devido à mudança de residência.
  5. Quando chegar o momento de enviar o dinheiro para a conta aberta na corretora, pesquise os custos. Nessas operações a alíquota de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) é de 0,38%, além do spread, valor cobrado pela instituição financeira para realizar a operação. Esse valor varia drasticamente de um operador para outro, portanto faça simulações antes de decidir por onde enviar seu dinheiro e tenha certeza que não haverá cobrança de taxas adicionais.
  6. Avalie também o tempo que o recurso levará para chegar na sua conta na corretora. Dependendo do país e da instituição escolhida para fazer a transferência, a operação pode levar de poucas horas até dias para estar disponível no destino.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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