Quatro de cada cinco bares e restaurantes buscaram crédito durante a pandemia

Só 50% conseguiram crédito
A pesquisa revela ainda que dos bares e restaurantes que tentaram um empréstimo durante a pandemia, apenas 50% conseguiram. Entre as principais razões para a não liberação dos recursos foram citadas: restrições com o nome da empresa (39,3%) ou com o nome do proprietário/sócio (23,2%) e não conseguir apresentar garantias e/ou faturamento suficientes (33,6%).
“Os números expõem a necessidade do mercado de contar com linhas especiais, capazes de democratizar o acesso ao crédito, principalmente nos momentos em que as empresas precisam de ajuda para manter os negócios ativos”, destaca Márcio Alencar, diretor de Estratégia Digital, Marketing e Negócios da Alelo. “Com o avanço da vacinação e retomada, muitos estabelecimentos buscam reformular as instalações para se adaptar ao novo perfil do consumidor. Diante disso, os recursos serão essenciais para modernização ou até mesmo ampliação do espaço. Cabe a nós apoiá-los”, acrescenta.
O crédito é uma realidade para os estabelecimentos comerciais mesmo antes da crise ocasionada pela Covid-19. Dos entrevistados, 74,9% afirmaram já terem solicitado um empréstimo desde que começaram os negócios, tendo como principais motivos garantir fluxo de caixa (26,6%), pagar dívidas (25,0%), realizar reformas no espaço físico e/ou ampliar o estabelecimento (10,7%). No mais, nota-se que para 8,6%, o valor do empréstimo também foi direcionado para implantar e/ou ampliar o modelo de delivery.
“O nosso setor é formado em sua maioria absoluta por micro e pequenas empresas, com pouco ou nenhum capital de giro, e que enfrentam um problema crônico de acesso a crédito, potencializado na pandemia, justamente o momento em que mais precisam desse apoio. Sem crédito disponível, a retomada se torna inviável. Por isso, lutamos para que o Pronampe e sua ampliação se tornassem uma realidade, mas ele não é suficiente para atender toda a demanda. É preciso que novas linhas de crédito, mais acessíveis e com melhores condições, sejam disponibilizadas”, afirma o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci.








