Pequenas empresas ligadas à economia criativa continuam com problemas de caixa

Com o avanço da vacinação e a redução dos casos de Covid-19, as atividades econômicas começam a recuperar o faturamento. No entanto, um setor que ainda está encontrando dificuldades é o das micro e pequenas empresas ligadas a economia criativa, que apresenta a maior queda média de receitas.
De acordo com a 12ª Pesquisa de Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios, produzida pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), esse segmento registrou perdas de 64% no faturamento. Na penúltima pesquisa, divulgada em maio, as perdas eram ainda maiores, e chegavam a 68%.
A justificativa para este quadro negativo, é que apesar de algumas cidades flexibilizarem a realização de eventos com maior número de pessoas, a grande maioria dos micro e pequenos negócios da economia criativa, depende essencialmente da vacinação ampla para voltar a exercer as suas atividades.
Só para se ter uma ideia, a atividade de Turismo, que vinha apresentando uma queda média de faturamento semelhante ao da Economia Criativa, já demonstra sinais de recuperação. O faturamento das pequenas empresas de turismo ainda está 48% abaixo do verificado antes da pandemia. No entanto, as perdas já chegaram a 68%. Esta pequena recuperação é reflexo de uma demanda que há muito tempo estava reprimida e de constantes processos de digitalização que as empresas de turismo realizaram para poder se manter no mercado.
Com a chegada de feriados prolongados, festas de fim de ano, verão e carnaval, as pessoas já começam planejar suas viagens e a efetivar contratos e reservas. Com isso, os empresários do turismo já respiram mais aliviados.
Outro setor da economia criativa que ainda está com dificuldades é o de artesanato. A pesquisa do Sebrae e FGV aponta que o faturamento dos micro e pequenos negócios que trabalham com artesanato está 47% abaixo do verificado antes da pandemia.








