Combustível caro pode elevar em até 12% o custo de contratação de fretes

O preço dos combustíveis já ultrapassa os R$ 7 e diversos setores da economia sentem os efeitos desta alta. O comércio eletrônico é um exemplo, já que toda a operação depende de transportadoras para realizar entregas até o destino final.
“A cadeia inteira sofre. O tempo todo, precisamos pensar em maneiras de não repassar os custos para o cliente, sob pena de tornar o negócio inviável”, afirma Douglas Oliveira, fundador da UX Delivery, vertical de entregas da UX Group, empresa especializada em logística inteligente. Entre os clientes da empresa, estão grandes varejistas, como Carrefour, Estrela10, Via Varejo, Kabum, entre outros.
Segundo ele explica, o e-commerce tem o desafio de ser rápido, cômodo e, de preferência, com frete grátis. Com os preços dos combustíveis nas alturas, as empresas precisam fazer malabarismo para tornarem a compra online mais atrativa do que a presencial. “O consumidor compra pela internet quando não encontra o produto na loja física ou quando percebe vantagens reais. Obviamente, o frete não pode superar o valor da mercadoria”, diz o especialista.
Ele informa que a alta dos combustíveis pode afetar em até 12% no custo de contratação de fretes.
Entregas mais eficientes
Para driblar a dificuldade, a empresa vem procurando formas de tornar as entregas mais eficientes para reduzir custos totais. Oliveira conta que a empresa vem adotando ferramentas de tecnologia para aumentar a produtividade, reduzindo custos e minimizando os efeitos da alta.
“Estamos testando uma tecnologia que viabiliza entregas realizadas por motoboys compartilhados, que atuam em shoppings centers e têm tempo ocioso para absorver esse trabalho a custos mais acessíveis”, revela o executivo.
Até a Black Friday, a empresa espera estar com esta ferramenta funcionando plenamente, solucionando dois problemas: a alta da gasolina e a escassez de entregadores.








