Proteste ensina o passo a passo para quitar dívidas

Proteste ensina o passo a passo para quitar dívidas
Quitar dívidas é o primeiro objetivo para quem quer começar a organizar as finanças. Pode até parecer difícil, mas é possível se ver livre dos débitos com um bom planejamento financeiro e organização para sair de vez do vermelho.

Mas para que isso seja possível, é preciso combater uma das principais causas do endividamento : a falta de planejamento. Quando não se tem um controle financeiro, é praticamente impossível saber exatamente o quanto se está gastando, quais são as despesas desnecessárias, onde é possível cortar gastos e quanto poupar.

Contudo, esse não é o único vilão que leva as pessoas ao endividamento, não seguir o planejamento, realizar compras por impulso e abusar do cartão de crédito também são práticas que geram dívidas e podem comprometer a organização financeira.

Economia doméstica: o que é?

É o conceito de organizar as finanças, aproveitar melhor o dinheiro e cortar gastos desnecessários para ter uma melhor qualidade de vida. Portanto, a economia doméstica é contrária ao consumismo desenfreado, que leva ao endividamento e não contribui para a qualidade de vida.

O mais interessante sobre a economia doméstica é que esse conceito reúne uma série de práticas simples e que qualquer pessoa pode implementar no dia a dia. Por exemplo, adotar um consumo mais consciente de água e energia elétrica para reduzir os gastos, fazer apenas compras planejadas, aproveitar os alimentos integralmente, entre outras práticas.

Aplicar essas ações possibilita quitar dívidas, pois você passa a ter um maior controle sobre as finanças e sabe exatamente quanto pode gastar com cada despesa. Dessa forma, é possível poupar, pagar os débitos e viver o presente com consumo consciente .

Inadimplência no Brasil

Em 2021, a Serasa divulgou o Mapa da Inadimplência no Brasil que mostrou o panorama do endividamento no país no mês de maio. De acordo com o relatório, aproximadamente 62,56 milhões de brasileiros tinham dívidas no período destacado.

Dados divulgados pela Serasa mostram que o valor médio da dívida por pessoa, em maio de 2021, é o maior nos últimos 12 meses, aproximadamente R﹩ 3.937,38. Já o valor médio de cada conta em atraso, segundo o mesmo relatório, é de R﹩ 1.162,43.

Também é importante analisar o panorama do endividamento de acordo com as principais categorias de consumo. Nesse aspecto, o mapa apontou que os cartões e bancos representam 29,7% do total de endividamento, com mais de R﹩ 211 milhões em dívidas.

Outra categoria que também chamou a atenção foi a de luz, gás e água, sendo responsável por 22,3% dos endividamentos. E por fim, outra parcela grande responsável pela inadimplência dos brasileiros ficou por conta das compras no varejo, que representaram 13% do total.

Em relação aos estados, o número de brasileiros endividados em maio de 2021 foi maior em São Paulo, com mais de 15 milhões de devedores. Em seguida aparece Rio de Janeiro com 6,15 milhões e Minas Gerais em terceiro lugar, com 5,9 milhões de endividados.

Principais causas do endividamento

O endividamento pode acontecer por vários motivos, como a falta de planejamento, gastos excessivos, mal uso do cartão de crédito e a falta de conhecimento sobre economia doméstica. A seguir, explicaremos cada um desses fatores e você entenderá porque eles são responsáveis pelas dívidas.

Falta de planejamento

Em uma pesquisa realizada no ano de 2020 pela Acordo Certo, empresa de renegociação de dívidas, 59% dos entrevistados admitiram a falta de planejamento financeiro.

Essa é uma das principais causas do endividamento, pois a falta de organização impossibilita administrar as finanças. Dessa forma, não há controle sobre os gastos e conhecimento sobre as receitas, o que leva aos débitos maiores do que se ganha.

Gastos excessivos

Os gastos excessivos também levam ao endividamento, e não estamos nos referindo apenas às compras não planejadas. Na verdade, há vários gastos que podem ser evitados e que possuem um grande impacto no orçamento mensal.

Por exemplo, o desperdício de água e eletricidade aumentam as despesas básicas. Assim como o plano de telefone fixo quando todos da residência possuem planos de telefonia no celular. Também é válido lembrar que consumir produtos mais caros, que não oferecem benefícios superiores, ao invés dos mais baratos gera gastos excessivos, assim como comer ou ir em lugares luxuosos.

Uso indevido do cartão de crédito

O cartão de crédito é o famoso “crédito fácil”, que possibilita comprar com parcelamento e que hoje em dia está no bolso de quase todos os brasileiros. Comprar nessa modalidade dá a falsa percepção de que temos mais dinheiro do que de fato possuímos, e isso leva a gastos desnecessários e compras não planejadas.

Falta de conhecimento

Também temos que dizer que a falta de conhecimento é outro motivo para o endividamento. Não tem como planejar a vida financeira, organizar as finanças e ter hábitos de consumo mais conscientes se não há conhecimento para isso, não é verdade? Portanto, a falta de conhecimento é outro motivo que leva as pessoas ao endividamento.

Como reduzir os gastos?

Agora que você já sabe quais são os vilões da organização financeira, trouxemos algumas dicas de como reduzir gastos para que você possa pagar as suas dívidas e planejar o futuro financeiro com mais conhecimento.

Identifique as receitas e despesas

O primeiro passo para reduzir os gastos é identificar as receitas e despesas dentro de um mês. Comece anotando quais são as fontes de renda, como o salário, trabalho extra, pró-labore, aluguel de imóveis, entre outros. Depois anote os gastos mensais, tais como: água, luz, gás, aluguel, internet , serviço de TV, streamings, entre outros.

Todas essas informações serão essenciais para os próximos passos. Sendo assim, organize esses dados com a ajuda de uma planilha ou mesmo com um aplicativo específico para organização de finanças.

Evite gastos desnecessários

Sabendo quais são os gastos, você precisará analisar quais deles são desnecessários para evitá-los. Por exemplo, se você possui um plano de TV com mais canais do que costuma assistir e acaba sempre recorrendo ao serviço de streaming, então considere ficar com apenas uma dessas opções. Outro gasto desnecessário é pagar por uma linha de telefone fixo se todos os moradores possuem plano de telefonia móvel.

Seja qual for o gasto, considere se ele é essencial ou se pode ser evitado. Caso seja desnecessário, então você precisa evitar! Isso também vale para as compras por impulso. Se você quer sair do vermelho, evite comprar ou contratar serviços que não fazem sentido.

Pesquise os preços

Outra dica importante para sair do vermelho e quitar dívidas é saber pesquisar preços. Você ainda pode continuar comprando, desde com planejamento e ótimos preços. Portanto, a nossa dica é: pesquise bastante antes de comprar, assim você poderá encontrar melhores valores e economizar sempre que precisar de algo novo.

Defina suas metas

Para que você consiga cumprir o seu objetivo de eliminar os gastos desnecessários e planejar sua vida financeira para sair das dívidas, é importante definir metas que podem ser cumpridas.

Um exemplo de meta é: pagar todas as dívidas até o final do próximo ano. Ao definir o objetivo, também é importante estabelecer um prazo para concluir as etapas propostas, como: reduzir gastos desnecessários, conseguir uma boa negociação da dívida, entre outras ações.

As dicas para poupar dinheiro são:

• defina um objetivo para sua poupança, como aposentadoria, reserva de emergência, viagem ou outro;

• defina qual será o valor poupado todos os meses e quanto tempo para alcançar a sua meta;

• guarde suas economias em locais seguros e que rendem ainda mais dinheiro, como investimentos no Tesouro Direto, por exemplo;

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 52 anos na área de jornalismo, sendo 50 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Há 25 anos é professora titular do curso de Jornalismo da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 19 anos de blog, mais de 50 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 21 prêmios, com destaque para Embrapa Floresta (Menção Honrosa em 2025); VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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