Consórcio ou financiamento: qual a melhor opção para comprar um automóvel?

Consórcio ou financiamento: qual a melhor opção para comprar um automóvel?
Comprar o primeiro carro ou trocar por um modelo mais novo está nos planos de muitos brasileiros, mostrando, aos poucos, uma retomada neste mercado. Segundo ranking da Fenabrave (Federação Nacional Distribuição Veículos Automotores), em comparação com setembro, o mês de outubro teve um crescimento de 5,44% nas vendas, com 150.079 emplacamentos. Seja para trabalhar ou apenas para passear, muitos brasileiros sonham com um veículo novo.
O consórcio e o financiamento podem ser opções para quem deseja adquirir um veículo. Para Luís Toscano, vice-presidente de negócios da Embracon, uma das principais administradoras de consórcios do país, afirma que antes de escolher uma das modalidades de compra, é importante entender as características de cada uma delas, para saber qual a ideal, de acordo com o perfil e com o desejo do consumidor.

O consórcio é uma espécie de autofinanciamento. A pessoa determina o valor do bem e quantas mensalidades deseja pagar, de acordo com as possibilidades oferecidas pela administradora, que é responsável por fazer a gestão do grupo de pessoas participantes e dos recursos. A contemplação pode acontecer de duas formas: por sorteios mensais onde todos do grupo têm as mesmas chances, ou por meio de uma oferta de lance, que é um valor a mais que cada consorciado pode oferecer. Ao ser contemplado, o consorciado passa por uma análise de crédito e, se for aprovado, pode utilizar a carta de compra para negociar o veículo com o proprietário ou com a concessionária.

Resultados positivos

As cotas de veículos leves correspondem a 50% de consórcios no país, com mais de 4 milhões de vendas ao longo de 2021. No consolidado de janeiro a setembro , a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) também apresentou resultados positivos. O volume de créditos comercializados atingiu R﹩ 54,03 bilhões, representando um crescimento de 24,4%. Já a quantidade de novas cotas cresceu 14,9% até o momento. Só a Embracon teve um crescimento de 17,5% em relação ao trimestre anterior.

O financiamento é um sistema de crédito disponibilizado pelos bancos, que permite que a compra de um bem seja parcelada. O serviço é aprovado diante de uma análise de crédito conforme o perfil do cliente. O valor do financiamento, taxas e período para quitar a dívida são determinados pelo banco e variam de acordo com a negociação feita com a instituição bancária. O financiamento permite que a pessoa adquira o automóvel assim que o contrato é assinado.

Segundo dados divulgados pela B3 , o financiamento de veículos, que inclui automóveis leves, motos e pesados, teve um crescimento de 26% no primeiro trimestre de 2021, foram 2,9 milhões de unidades entre novos e usados. Somente os financiamentos de veículos leves subiram 10,6%.

Para Toscano, o valor da entrada, a taxa de juros e o prazo para adquirir o automóvel são os grandes diferenciais de cada modalidade de compra. “No consórcio, não é preciso iniciar com um grande investimento, pois é necessário somente efetuar o pagamento mensal das parcelas. Além disso, o consorciado não precisa se preocupar com o juros, ele só precisa pagar pela taxa de administração e pelo fundo reserva. No entanto, a aquisição não é imediata como no financiamento. Para ser contemplado mais rápido é preciso ter um valor para fazer o lance ou contar com a sorte”, explica o executivo.
Crédito da foto: Freepik

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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