Falta de semicondutores afeta a produção de veículos blindados

Falta de semicondutores afeta a produção de veículos blindados

A procura por veículos blindados vem crescendo cada vez mais no Brasil, mas a escassez de insumos para a produção desse tipo de automóvel tem impactado negativamente o setor.

Segundo Olavo Ehmke, sócio-diretor do grupo empresarial Autobunkers Defense, referência nacional com 20 anos de experiência, mais de 15 mil veículos blindados comercializados e 7 mil blindagens executadas, a falta dos semicondutores utilizados na fabricação de veículos estão afetando a produção. “Tem prejudicado a cadeia como um todo. Desde o veículo popular desprovido de acessórios até os mais complexos. A falta desses produtos se deve ao uso de semicondutores para produção de televisores, celulares, computadores e tudo aquilo que a população se mobilizou para comprar durante a pandemia”, revela.

O diretor pontua que veículos blindados sofisticados são os que mais sofrem com a falta de insumos. “Quanto mais sofisticado é o carro, mais semicondutores ele necessita. São diversos equipamentos e acessórios, tornando mais difícil que ele consiga ser concluído na linha de produção. E são exatamente esses carros que estão em falta no mercado, veículos sofisticados acima de R$ 500 mil até um milhão de reais. São difíceis de encontrar e não há nem programação de entrega desses carros”, relata.

Consumidor se adapta

De acordo com Ehmke, isso acaba afetando a própria escolha dos consumidores, que se veem obrigados a optar por veículos que não eram a sua primeira opção. “O consumidor se surpreende com a dificuldade e então se enquadra, se adapta ao novo modelo de negócio que é aguardar a entrega ou optar por outro veículo que não é exatamente o que ele queria, não tem os acessórios que ele optou em geral. Nesse mercado isso é muito difícil, já que proprietários de carros zero raramente efetuam um downgrade para um seminovo”, pontua o diretor da blindadora.

Ele ainda ressalta que esses problemas têm gerado contratempos não só para consumidores, mas também para as próprias concessionárias que realizam e vendem veículos zero km. “Isso traz uma ameaça direta à sobrevivência desse tipo de rede de concessionárias que, inclusive, já foram objeto de questões judiciais de ressarcimento de prejuízo em função da impossibilidade de oferecer veículos zero que a rede precisa. Não tem como se manter no mercado vendendo menos de 10% do que a empresa se propôs no modelo de negócio”, declara.

Ainda segundo Ehmke, a Autobunkers está com vários clientes em fila de espera por veículos blindados. “São diversos pedidos e à medida que esses carros vão chegando, nós vamos produzindo a blindagem e disponibilizando ao mercado”, finaliza o executivo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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