4 motivos para o MEI ter uma conta PJ

4 motivos para o MEI ter uma conta PJ

De acordo com dados da Receita Federal, atualmente, o Brasil conta com mais de 13 milhões de Microempreendedores Individuais (MEIs). A modalidade se popularizou ainda mais durante a pandemia, já que muitas pessoas viram no empreendedorismo uma alternativa para a geração de renda, já que o desemprego atingiu recorde em 2020 — a taxa média anual de desempregados no Brasil foi de 13,5%, o maior registro desde 2012.
Em contrapartida, também em 2020, mais de 2,5 milhões de microempresas individuais foram abertas, registrando um aumento de 8,4% em relação a 2019, de acordo com o Mapa de Empresas feito pelo Ministério da Economia.
Uma das vantagens da conta MEI é a criação e manutenção de uma empresa de forma menos burocrática. Para manter as operações da empresa mais simples, muitos MEIs continuam usando a conta feita com base no CPF e não se preocupam em criar uma conta feita com o CNPJ, mas Paulo Castro, CEO e cofundador do Contbank, fintech especializada em produtos para PMEs alerta que criar uma conta PJ pode ser mais vantajoso. “Criar uma empresa significa colocar no papel um sonho que estava apenas em planos. Diante disso, é preciso pensar que a empresa vai crescer e, em algum momento, esse passo de criar uma conta de Pessoa Jurídica será inevitável”, explica o CEO.

O executivo separou outras vantagens em criar uma conta corrente para Pessoa Jurídica:

 1- Passa mais profissionalismo

Quando os clientes fizerem o pagamento e se depararem com uma conta de Pessoa Física, automaticamente a percepção de valor que eles têm da empresa vai cair, o que pode influenciar na precificação. Ao optar por uma conta PJ, o empreendedor demonstra que é uma empresa séria e comprometida com o seu produto ou serviço.

2- Maior simplicidade ao administrar o dinheiro

Na hora de separar o dinheiro da empresa do dinheiro do empresário, é muito mais fácil ter uma conta PJ. além de simplificar o pagamento para fornecedores e serviços, esse tipo de separação facilita a organização do dinheiro do empreendedor, que, sem orientação, pode comprometer o fluxo de caixa se continuar usando sua conta pessoal.Atualmente, é possível encontrar vários bancos digitais com contas gratuitas e benefícios diversos para contas PJ.

3- Acesso facilitado a linhas de crédito

Vários bancos disponibilizam linhas de crédito exclusiva para contas com CNPJ com valores e condições de pagamento diferenciadas. Castro diz que esta é uma ótima oportunidade de o empreendedor investir na sua empresa: “Os empréstimos não devem ser vistos como inimigos a serem evitados a qualquer custo, pelo contrário: um investimento certeiro na empresa pode reverter em um aumento de faturamento superior ao valor que foi pago, por isso é importante contar com alternativas ao empréstimo tradicional a pessoa física que contam com juros maiores, por exemplo”.

4- Facilitar a contabilidade da empresa

Quando se tem uma conta PJ, é mais simples detalhar as movimentações financeiras, evitando cair na Malha Fina do Imposto de Renda ou até mesmo evitar a necessidade de enviar uma retificação da declaração. E o processo de declaração do Imposto de Renda será muito mais fácil com uma conta separada.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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