Confira dicas para escolher o melhor regime tributário em 2022

Confira dicas para escolher o melhor regime tributário em 2022

A escolha do regime tributário é uma das principais etapas da gestão fiscal e orçamentária de uma empresa, seja qual for o seu porte ou segmento. Isso porque, de modo geral, é uma oportunidade lícita de economizar recursos. Trata-se de uma prioridade para muitas empresas, considerando que a carga tributária no Brasil representa 33,1% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em comparação com outros países da América Latina, é menor apenas que a de Cuba, segundo informações do relatório Estatísticas Tributárias na América Latina e Caribe 2021. O prazo para adesão aos regimes geralmente é em janeiro, mas os especialistas recomendam que essa avaliação seja iniciada o quanto antes.

Márcio Medina, advogado e professor de direito tributário na pós-graduação do Centro Universitário Newton Paiva, ressalta a importância das empresas se dedicarem a essa escolha. “Quando negligencia esse aspecto, a organização ou empreendimento pode ter a sua carga tributária aumentada sem necessidade; porque seu produto ou serviço ficou mais caro do que o do concorrente. Também pode, ao contrário, recolher menos tributo do que o devido, o que pode resultar em cobranças não só do tributo faltante, mas, também, de multas elevadas e juros”, explica.

O Brasil possui três regimes de tributação da renda que são obrigatórios por todo o ano. O primeiro é o chamado Lucro Real, que se aplica obrigatoriamente a empresas cujas receitas totais superam os R$ 78 milhões. As empresas também podem optar pelo Lucro Presumido, que tributa a renda a partir de uma presunção de lucratividade. Além disso, existe um regime chamado Lucro Arbitrado, que pode ser adotado pela empresa ou pelo Fisco quando a escrituração comercial não permite a apuração adequada dos tributos.

Uma outra sistemática de tributação, que não é considerada um regime pelo Código Tributário Nacional, é o Simples Nacional. Trata-se de um modelo simplificado e unificado, na qual tributos federais, estaduais e municipais são pagos em uma única guia e alíquotas, por meio de uma única declaração. No caso do Simples Nacional, a carga tributária tende a ser menor do que a dos demais regimes. Contudo, o sistema limita o faturamento anual das empresas a R$ 4,8 milhões.

Qual o melhor regime?

Devido à quantidade de fatores que influenciam, não há receita de bolo para escolher o melhor regime. No entanto, o professor destaca que, conhecer bem as características e processos do negócio permite economizar tributos de forma lícita e significativa. “O primeiro passo é o compliance tributário, que se refere à posse dos controles internos necessários, ao conhecimento profundo das atividades, da legislação fiscal diretamente aplicável e das previsões legais menos onerosas”, orienta. Um exemplo marcante é que os regimes das contribuições ao PIS e à Cofins dependem do regime adotado para a tributação da renda

Além disso, Márcio destaca outras duas vias importantes nesse processo: a administrativa e a judicial. “Conhecer e monitorar o posicionamento do Fisco, órgãos julgadores administrativos e da Procuradoria da Fazenda, bem como as teses judiciais aplicáveis às atividades da empresa. Essa medida permite ajustar o tratamento fiscal, economizar tributos e ainda afastar incidências tributárias ilegais ou inconstitucionais, bem como recuperar os valores pagos indevidamente nos últimos cinco anos”, enfatiza o professor da Newton Paiva.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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