Felicidade corporativa: qual a importância dos CHOs nas companhias?

Felicidade corporativa: qual a importância dos CHOs nas companhias?

A crise sanitária da Covid-19 redefiniu os conceitos de cuidados com os funcionários para as empresas, reforçando que as pessoas devem ser a prioridade das organizações. Com isso, passaram a investir nos Diretores de Felicidade com o objetivo de promover o bem-estar da equipe e do ambiente, bem como desenvolver o colaborador, oferecendo liberdade alinhados aos valores da instituição.

O que lá no começo do período da escravidão era chamado de Relações Industriais foi se atualizando para incluir, cada vez mais, benefícios ao trabalhador. Passou a ser conhecido como Departamento Pessoal, Departamento de Recursos Humanos, e agora as companhias começaram a enxergar que a cultura e o cuidado com o funcionário são essenciais. Com isso, a chegada da figura do CHO (Chief Happiness Officer) – ou Diretor de Felicidade, na tradução literal – vem para agregar ao âmbito corporativo. O conceito foi criado em 2003, pela Woohoo Partnership, instituição dinamarquesa, que desenvolveu um sistema de satisfação do trabalhador, o que deu origem ao termo.

Com isso, empresas focadas em seus funcionários resolveram investir nesse cargo para intensificar seus propósitos. Exemplo disso é a Ativy, um ecossistema de soluções e transformação digital para corporações da América Latina, que percebeu a importância do departamento para seu propósito de humanizar empresas para empoderar pessoas e elencou a Danielli Ramos (foto) como sua CHO.

“Costumo dizer que pessoas não são ativos de uma empresa, mas sim a essência da companhia. Para estar realizado no trabalho é preciso ter reconhecimento e valorização. Para nós, a empresa não é somente os computadores, o escritório bem localizado, uma marca reconhecida, porque nada disso importa se não tivermos pessoas. São elas que dão vida aos negócios. Tem que haver comprometimento e empatia, porque não se trata apenas do que elas estão recebendo, e sim como estão se sentindo. Cada um que entra aqui traz consigo histórias, tem família, sonhos, desejos, independentemente do seu nível hierárquico ou função. É sobre ouvir seus colaboradores”, explica Danielli.

A felicidade corporativa vem sendo tão comentada, que uma pesquisa iniciada em 2018 pelo Instituto Feliciência apontou que há uma relação positiva entre as condições de felicidade de uma pessoa dentro e fora da organização. Ou seja, como seres integrais, vivemos um ciclo. As condições de felicidade que vivemos em nossas vidas pessoais afetam o nosso trabalho, e vice-versa, feito que irá resultar, diretamente, no nosso conforto, satisfação, disposição, segurança, saúde e bem-estar.

Por isso, outra empresa que não perdeu tempo foi a Homer, plataforma que oferece soluções tecnológicas aos corretores de imóveis de todo o Brasil, a CEO Lívia Rigueiral acumula, igualmente, a função de diretora de felicidade. “Esta palavra é parte do nosso cotidiano, um dos nossos setores se chama Felicidade do Corretor, em que nós o ajudamos a planejar o seu sucesso. Este sucesso pode ser ter uma renda estável, fazer uma viagem legal ou colocar o filho em uma faculdade bacana”, explica Rigueiral.

Se para os parceiros externos existe um setor exclusivo para a felicidade, da porta para dentro não poderia ser diferente. O foco é entregar para o time um ambiente de trabalho tranquilo, com liberdade, autonomia na tomada de decisão e flexibilidade de tempo, o que se estende às férias. “Todo mundo pode tirar os dias de férias que quiser, não é fechado. Cada um pode tirar os dias que quiser. Claro que é combinado com a equipe, mas temos pessoas muito comprometidas. Se as pessoas podem trabalhar até mais tarde quando precisam, porque não podem deixar de trabalhar quando estão a fim de descansar?”, raciocina a CEO.

Por fim, Ramos conclui que “não podemos afirmar que do dia para a noite todos os funcionários estarão felizes com o trabalho só porque a empresa aderiu a um novo cargo. Mas podemos reforçar que é possível transformar o ambiente corporativo para que seja mais leve, saudável e inclusivo. É preciso compreender seus colaboradores, enxergar suas habilidades, remanejar funções de acordo com elas, trabalhar as dificuldades… é isso que faz um CHO”, finaliza.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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