Cartórios do Brasil abriram quase 5 mil novas vagas de emprego em 2021

Cartórios do Brasil abriram quase 5 mil novas vagas de emprego em 2021

Os Cartórios brasileiros abriram 4.879 postos com carteira assinada para colaboradores em 2021 e estão entre os 100 cargos que mais contrataram trabalhadores formais no ano passado. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério do Trabalho e da Previdência nesta semana.

Este contingente soma-se aos 88.026 funcionários diretos já empregados pelos 13.440 Cartórios brasileiros, presentes em todos os 5.570 municípios do país, que por sua vez respondem pelo sustento de outras 37.738 pessoas de forma indireta, proporcionando ainda a abertura de outros 45.403 postos de trabalhos em empresas e serviços relacionados à prestação dos serviços de notas e de registros no Brasil.

“Ao contrário de muitas atividades, os Cartórios, por terem sido considerados serviços essenciais durante a pandemia da Covid-19 não fecharam as portas em nenhum momento, e muitos ainda passaram também a realizar atendimentos virtuais, ampliando seu escopo de atendimento ao cidadão, que precisa destes serviços para os atos vitais de cidadania e para a regularização de seus negócios pessoais e patrimoniais com segurança jurídica”, explica o presidente da Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg/BR), Claudio Marçal Freire.

Os meses com maiores números de contratações foram junho, agosto e setembro, com 591, 565 e 527 novos contratados respectivamente. Do total de novas vagas preenchidas nos cartórios brasileiros, mais de 67% foram ocupadas por mulheres, com idades entre 18 e 24 anos e com ensino médio completo. As mulheres também já se encontram em patamar de equivalência aos homens na titularidade de unidades no Brasil, sendo responsáveis por 6.368 cartórios, enquanto os homens dirigem 6.613 serviços.

A região Sudeste do Brasil foi responsável por mais de 87% das novas vagas. Só no estado de São Paulo foram contratados 4.126 novos auxiliares de cartórios em 2021. O segundo estado a aparecer no ranking foi Minas Gerais com 92 novos profissionais. Se comparados com os dados de 2020, o número de novos auxiliares de cartórios teve um crescimento de mais de 159%, já que no ano passado, afetado diretamente pela pandemia da Covid-19, foram abertas 1.878 novas vagas nos cartórios de todo o país.

Ao contrário do cargo de titular de cartório, onde é exigida formação em Direito e aprovação em concurso público promovido pelo Tribunal de Justiça do Estado, para se candidatar as vagas de escreventes e auxiliares os requisitos, que podem variar de unidade para unidade, são estar cursando ou possuir graduação em Direito para a primeira função, e ter o ensino médio concluído para a segunda função. Os salários variam conforme o Estado e o tipo de cartório e são definidos com base em pisos estaduais da categoria.

Considerados serviços essenciais enquanto muitas outras atividades estiveram fechadas durante a pandemia, os Cartórios brasileiros são responsáveis pelos atos vitais do cidadão brasileiro: do nascimento ao óbito, da união estável ao casamento, da compra de uma casa ao registro de uma empresa, do testamento ao reconhecimento de paternidade, da recuperação de dívidas à fiscalização de arrecadação tributária para União, Estados e municípios.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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