Como fica o desempenho dos fundos de previdência com a nova Selic?

Como fica o desempenho dos fundos de previdência com a nova Selic?

O Brasil está passando novamente por um novo ciclo de alta de juros bastante relevante. Após passar por um momento de baixa da taxa Selic, que foi de outubro de 2016 até agosto de 2020, quando atingiu a mínima histórica de 2% ao ano, o Banco Central identificou a necessidade de elevar novamente a taxa básica de juros em função da aceleração da inflação.

“O que os investidores não esperavam, pelo menos até meados do segundo semestre de 2021, é que a necessidade de alta seria tão imperiosa a ponto de a taxa Selic atingir novamente o patamar de dois dígitos, como ocorreu na última quarta-feira (02/02), quando o Comitê de Política Monetária a elevou em 1,50 p.p., atingindo o nível de 10,75% ao ano. E a expectativa é que não pare por aí. O mercado projeta que o ciclo de alta termine próximo a 12% ao ano”, afirma Samuel Torres, consultor financeiro da Onze, fintech de saúde financeira e previdência privada.

Pensando nisso, a Onze realizou um levantamento da performance dos fundos de previdência privada nos anos de queda e de alta da taxa Selic. O estudo levou em consideração a rentabilidade como percentual do CDI de todos os fundos de previdência privada (exceto os fundos master), nos anos de 2000 a 2021, e a conclusão foi que na maioria dos anos de alta, os fundos de renda fixa performam melhor.

Samuel ressalta que em nove dos 11 anos em que houve elevação da taxa Selic, os fundos de renda fixa, na média, apresentaram maior retorno (retorno médio de 89% do CDI), ao passo que, em dois dos anos de alta, foram os fundos de ações que apresentaram maior performance na média.

Ainda assim, levando em consideração a performance média em todos os anos de alta, os fundos de ações renderam -32% do CDI. Enquanto isso, os fundos multimercado apresentaram uma performance intermediária de 60% do CDI na média.

“Já nos 11 anos em que ocorreu redução da taxa Selic, o resultado foi exatamente o inverso: em nove deles, os fundos de ações apresentaram, na média, maior rentabilidade, enquanto os fundos de renda fixa apresentaram maiores retornos em apenas dois desses anos. Contudo, a performance média em percentual do CDI foi melhor nos anos de queda em todas as categorias: fundos de ações apresentaram, em média, retorno de 296% do CDI, fundos multimercado 129% e fundos de renda fixa 116%”, diz o especialista.

É interessante observar que, em ambos os cenários – anos de alta e de baixa da taxa Selic, os fundos multimercado se mostraram mais equilibrados. Não apresentaram, em nenhum ano, a maior média de retorno, porém, raramente ficaram entre os piores fundos.

 

Isso se deve às suas carteiras de investimentos mais diversificadas e possibilidade (para parte dos fundos multimercado previdenciários) de realizar maiores alterações de alocações conforme a percepção do cenário econômico.
“É importante salientar que, apesar do que indicam os dados históricos, não há como prever qual categoria de fundos de previdência performará melhor em 2022, ainda que seja quase certo que 2022 será um ano que terminará com alta da taxa Selic. Há diversos outros fatores econômicos e políticos que também afetam os preços dos ativos, por isso não recomendamos alocações unidirecionais com viés de curto prazo”, finaliza Samuel.

Além disso, é muito importante observar também o perfil do investidor, levando em consideração a disposição a correr risco e o prazo de investimento, para tomar a decisão sobre qual fundo alocar o seu dinheiro. Na Onze, por exemplo, todos os clientes têm acesso gratuito a consultorias financeiras, nas quais podem, entre vários outros assuntos, obter ajuda para escolher o fundo de investimento mais adequado ao seu perfil.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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