Rhodia cria projeto com uniformes recicláveis para colaboradores de todo o parque fabril

Rhodia cria projeto com uniformes recicláveis para colaboradores de todo o parque fabril

A era da produção em escala vem crescendo exponencialmente, principalmente nas duas últimas décadas, e esse aumento no consumo fez com que a indústria têxtil dobrasse sua produção de itens. Atualmente, o setor consome 79 bilhões de metros cúbicos de água e gera 175 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, respectivamente, mas apenas 10% deles são reciclados.

O problema fica ainda mais grave no que diz respeito aos uniformes, que não podem ser repassados ou reaproveitados devido à sua vocação específica e, por isso, na maioria das vezes, são descartados no lixo. Um dos principais desafios para a reciclagem desses itens é a separação dos diferentes materiais utilizados na produção das peças. Pensando nisso, a Rhodia, empresa do Grupo Solvay, criou uma iniciativa que fomenta a economia circular na cadeia têxtil, especialmente no segmento de uniformes.

O projeto de ecodesign da Rhodia prevê diminuir o impacto da indústria, fazendo com que roupas de trabalho possam ser 100% recicladas. Para dar certo, é necessário que não haja mistura de fios nas peças e que sejam feitas do mesmo material, além de idealmente não poderem ter detalhes como zíper ou botão, o que dispensa uma operação de separação desses itens após o uso.

Para provar que é possível, a Rhodia implementou uma iniciativa para produção de uniformes feitos 100% de poliamida. “É uma roupa que foi feita para se tornar uma roupa novamente. Além disso, um tecido que traz conforto, com fácil lavagem e secagem, produzido de forma sustentável e que se adequa na temperatura do corpo”, explica Eduardo Girote, diretor de marketing do Grupo Solvay.

No processo, o uniforme utilizado é “picotado” e alimentado no processo de reciclagem química, que faz a despolimerização e então a nova polimerização da Poliamida 66. Esse polímero pode então ser utilizado para diversas aplicações como por exemplo o mercado de Plásticos de Engenharia. No segundo momento do projeto, essas peças poderão ser recicladas inúmeras vezes, mantendo a mesma qualidade do polímero.

“A Rhodia quer incentivar marcas e parceiros a se unirem para diminuir o impacto da indústria da moda e incentivar o consumo consciente. O que queremos é criar peças únicas, que futuramente já sejam feitas para serem recicladas como uma peça nova”, conta Girote.

Sustentabilidade na Rhodia

A Rhodia tem como objetivo avançar, cada vez mais, em termos de sustentabilidade dessa cadeia produtiva. Em Paulínia, onde são produzidas as matérias-primas empregadas na produção de fios e fibras têxteis, a empresa já alcançou 96% de neutralização de suas emissões de CO2, graças a uma série de iniciativas e à instalação de uma unidade de abatimento de gás de efeito estufa, que elimina da atmosfera por ano um total de 5,3 milhões de toneladas de Co2 equivalente, O número correspondente à retirada de circulação de uma frota anual de 1,3 milhão de veículos. A meta da empresa é alcançar 100% de neutralização de CO2 até 2025.

Já em Santo André, base têxtil da empresa, opera suas instalações industriais por meio de sistemas de circuito fechado, em que não há desperdício de água nem emissão de efluentes para fora da fábrica. Os efluentes são tratados e recuperados em unidades especiais para essa operação. A empresa só compra água potável da rede pública para atender às necessidades dos seus empregados e colaboradores e para as atividades do refeitório da unidade.

Ao longo dos últimos anos, a Rhodia também tem adotado outras iniciativas no sentido de ampliar a sustentabilidade em Santo André. Uma delas foi a instalação de uma unidade de reciclagem química dos chamados ‘restos de produção’ de polímeros têxteis, que são recuperados e voltam para as linhas de fabricação e se tornam novos produtos. Outra iniciativa relacionada à economia circular foi a decisão de retirar logomarcas das embalagens das bobinas e cops de fios enviados aos clientes, permitindo seu uso por mais vezes.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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