Dólar fecha abaixo de R$ 5,10 após decisão do BC norte-americano

Dólar fecha abaixo de R$ 5,10 após decisão do BC norte-americano

Bolsa foi influenciada pelo mercado externo e subiu 1,98%

A decisão do Federal Reserve (Fed, Banco Central norte-americano) de elevar os juros gradualmente nos Estados Unidos trouxe alívio ao mercado financeiro global nesta quarta-feira (16). O dólar teve a maior queda em duas semanas e voltou a ser vendido abaixo de R$ 5,10. A bolsa de valores recuperou parte das perdas recentes e retomou os 111 mil pontos.

O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,093, com queda de R$ 0,066 (-1,27%). A cotação operou próxima da estabilidade ou em baixa durante quase todo o dia, mas acelerou a queda após o Federal Reserve aumentar os juros básicos dos Estados Unidos em 0,25 ponto percentual, dissipando os receios de um aumento de 0,5 ponto.

Essa foi a primeira queda após quatro altas seguidas. O recuo foi o mais expressivo desde o último dia 3, quando a cotação tinha caído 1,55%. A moeda norte-americana acumula queda de 1,21% em março e 8,65% em 2022.

Ibovespa

No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo alívio. Após quatro quedas seguidas, o índice Ibovespa, da B3, fechou aos 111.112 pontos, com alta de 1,98%. O indicador pegou carona nas bolsas americanas, que subiram após a divulgação do comunicado do Fed.

Na reunião de hoje, o Banco Central americano elevou os juros básicos para uma faixa entre 0,25% e 0,5% ao ano. Essa foi a primeira elevação desde 2018, após a taxa ficar praticamente zerada desde o início da pandemia de covid-19.

Em comunicado, o órgão informou que pretende fazer um ajuste gradual, mas consistente, com seis aumentos em 2022 e, pelo menos, mais três aumentos em 2023. A magnitude das elevações, no entanto, será discutida a cada reunião do Fed.

Apesar dos impactos econômicos da guerra da Ucrânia e de a inflação nos Estados Unidos estar no maior nível em 40 anos, a expectativa de um ajuste gradual agradou aos investidores. Um aumento de 0,5 ponto percentual estimularia a retirada de capital de países emergentes, como o Brasil. Por causa do horário de fechamento das negociações, o mercado ainda não refletiu a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, que também aumentou os juros básicos hoje.

Além da reunião do Fed, dois fatores internacionais contribuíram para manter a estabilidade no mercado financeiro global. Hoje, diplomatas russos e ucranianos anunciaram a elaboração de um plano de negociação de paz. Além disso, o governo chinês anunciou que pretende oferecer mais estímulos econômicos para compensar as medidas de lockdown em regiões do país por causa do avanço da variante Ômicron do novo coronavírus.

Agência Brasil com informações da Reuters

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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