Avanço na regulamentação de criptomoedas nos EUA pode impactar mercado brasileiro?

Avanço na regulamentação de criptomoedas nos EUA pode impactar mercado brasileiro?

Assunto teve novos desdobramentos nos dois países nas últimas semanas

A Casa Branca anunciou na última semana que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve assinar ainda essa semana um plano nacional de regulação de criptomoedas no país. O assunto também tem sido pautado no Brasil e ganhou novos desdobramentos nesta semana, quando o texto que debate o Marco Regulatório do mercado de criptoativos foi aprovado na última comissão do congresso e segue para plenário.

Segundo Safiri Felix, diretor de Produtos e Parcerias da Transfero, empresa internacional de soluções financeiras baseadas em tecnologia Blockchaincom a popularização dos criptoativos, a tendência é que cada vez mais países busquem essa regulamentação e a definição dos órgãos responsáveis e os estágios do trâmite no Brasil e Estados Unidos são similares.

“O decreto assinado pelo Biden, basicamente, foi estabelecendo que os órgãos responsáveis estudem o assunto e criem, com regime de urgência, o modelo regulatório americano. Ainda não tem definições efetivas de quais serão as regras, mas sim a formação dessa força tarefa para construir o arcabouço regulatório dos EUA. Em linhas gerais, está muito parecido com o estágio que estamos no Brasil hoje, a diferença é que eles fizeram por via do ato executivo e não pela via do legislativo”, explica.

“É importante frisar que a aprovação da regulação no Brasil traz alguns bônus e ônus. De um lado, empreendedores enxergam uma grande oportunidade de expansão nos negócios, pois existe o benefício da segurança jurídica para quem opera de fato neste mercado, além da atração de investidores de maior porte e de executivos e profissionais que querem desenvolver o setor no país. Do outro lado, há algumas amarras e conflitos de percepções, afinal, muitos usuários acreditam que o avanço do Marco Legal de Criptoativos pode tornar o mercado burocrático”, avalia Diego Perez, Presidente da Associação Brasileira de Fintechs.

Para César Garcia, diretor executivo do Travelex Bank, primeiro banco especializado em câmbio do País e que realiza o câmbio de remessas para aquisição de criptomoedas realizadas por operadores de OTC e exchanges para o mercado local, é possível que haja uma “tropicalização” para nossa futura legislação de princípios e conceitos da regulamentação estadunidense.

“Em tese, a decisão americana não deverá causar nenhum impacto na aprovação do marco regulatório no Brasil, mas devido à sensibilidade do assunto e ser comum a adoção de boas práticas vindas de outros ordenamentos jurídicos, existe sim a possibilidade de que haja uma comunicação entre as regulações, assim como foi com a LGPD (Lei de Proteção de Dados) que incorpora vários conceitos semelhantes aos adotados pela GPDR (Lei de proteção de dados inglesa)”, destaca.

O diretor ainda pontua que o Marco Regulatório terá um impacto positivo no mercado de câmbio brasileiro, pois facilitará a identificação e prevenção de possíveis crimes e ilicitudes. “O Marco Regulatório possibilitará a criação de uma entidade de supervisão pública e centralizada, possibilitará à adoção de critérios mais rígidos para a constituição de tais exchanges, contribuirá para a adoção de melhor governança corporativa e implementação de processos de prevenção à lavagem de dinheiro e abordagem baseada em risco, já existentes no mercado financeiro nacional e que, por tal mercado estar à margem da supervisão, não são impositivos para o mercado de cripto.”

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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