Alta nos fertilizantes: como revendedores podem encontrar o melhor preço?

Alta nos fertilizantes: como revendedores podem encontrar o melhor preço?

Com boas práticas de manejo, fertilizantes incrementam produção de alimentos

Em 2021, o PIB (Produto Interno Bruto) do agronegócio nacional cresceu quase 10% nos primeiros seis meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2020, conforme os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A expectativa é de que o setor continue crescendo e termine 2022 com resultados bem expressivos.

Os fertilizantes impactam o resultado. Afinal, associados ao plantio na época certa e boas práticas de manejo, são eles os responsáveis pela melhoria na qualidade da produção.

Segundo dados da Mordor Intelligence (disponibilizados pelo site do Governo Federal), empresa de pesquisa e consultoria, o mercado de fertilizantes deve alcançar aproximadamente a cifra de U$ 190 bilhões até 2025. Para se ter uma ideia da força do setor, o Brasil responde hoje por 8% do consumo global de fertilizantes, sendo o quarto do mundo e ficando atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos.

Luca Lachica.

No entanto, o consumo vem sendo prejudicado por conta da escassez do produto e especialmente da oscilação de preços, afetados por diversas variantes. Luca Lachica, CEO da Insumo Agrícola, solução inteligente que conecta revendedores a fabricantes, lista os principais itens de interferência. “Dólar, preço do gás natural (principalmente para nitrogenados), estoque dos produtos, cenário político e comercial”, aponta. Quando o assunto é importação, o aumento do preço do frete internacional também interfere no valor final do insumo.

Por isso, o especialista passa algumas dicas para revendedores encontrarem o melhor preço:

1 – Fique atento ao mercado

Os efeitos da política e da movimentação comercial podem afetar a cotação do dólar e, consequentemente, o valor final dos fertilizantes. É quase como a variação de tempo na plantação: chuva demais, ou de menos, faz o preço oscilar consideravelmente, certo? Comprar em quantidade e gerir o estoque em um intervalo de tranquilidade pode ser interessante. Além disso, é importante acompanhar as melhores oportunidades para comprar com segurança em boas negociações.

2 – O valor do frete pode influenciar

Encontrar um fabricante em uma região próxima da propriedade ou do local do plantio pode fazer a diferença e garantir um melhor valor do frete. Isso diminui assombrosamente o preço final da compra do fertilizante. O revendedor não fica mais preso à sua região e pode, inclusive, expandir a sua atuação, com fretes e preços mais competitivos, gerando economia para toda a cadeia posterior.

3 – Formas de pagamento fazem a diferença

Quem trabalha com o agronegócio sabe como é importante o planejamento, mas que muitas vezes é inevitável recorrer aos parcelamentos e empréstimos a fim de garantir a continuidade nas atividades. E, nessa hora, todo o cuidado é pouco, para uma boa negociação é importante verificar os juros, as correções e o período para pagamento. Afinal, eles podem influenciar o preço final do produto vendido e minar a competitividade no mercado. Para ter sempre o melhor preço, opte pela compra à vista ou tenha sempre em mãos soluções que permitam cotações e parceiros de crédito com boas taxas de mercado.

4 – Aposte em tecnologia para comparar preços

O mercado reúne algumas ferramentas bem interessantes para ajudar nesse processo. A Insumo Agrícola é uma delas. A ideia da plataforma é facilitar a cotação, a negociação e a compra de fertilizantes. “Normalmente os revendedores têm um sistema moroso de homologação nas fábricas, que impossibilita a compra de insumos pelo melhor preço de mercado e com a agilidade desejada. Já na plataforma, ele tem acesso a um número maior de fabricantes, que já estão cadastrados. Além disso, a plataforma entrega um cálculo pronto, de forma automática, com a melhor opção de compra”, explica Luca Olsen, CFO da Insumo Agrícola. “A ideia surge como uma forma de valorizar esse agente, que é o coração do agronegócio. Portanto, a plataforma entrega agilidade, praticidade e informação para os revendedores”, completa Luca Lachica.

Como cotar de forma on-line na Insumo Agrícola

A dinâmica é simples e o processo não leva mais que cinco minutos:

1 – No site da Insumo Agrícola (www.insumoagricola.com.br), por exemplo, basta fazer um cadastro (como fornecedor);

2 – Confirme seu e-mail e realize o login;

3 – Clique na opção “Comprar Insumos” e, após, “Compra unitária”;

4 – Basta selecionar o insumo desejado, a quantidade, o tipo de embalagem e a forma de entrega;

5 – Em menos de 48 horas você receberá sua cotação.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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