Apesar dos juros altos, renda fixa requer cautela

Apesar dos juros altos, renda fixa requer cautela

Papéis atrelados a índices como Tesouro Selic, Tesouro IPCA, CDBs, LCIs e Fundos Imobiliários são os mais indicados para o momento

O aumento da taxa básica de juros, Selic, para 12,75% para combater a inflação que, segundo prévia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) está em torno de 12,03% no período de 12 meses, tem contribuído para que mais e mais investidores brasileiros migrem para a renda fixa. E a tendência é que essa fuga da renda variável se mantenha nos próximos meses, já que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central declarou que o viés é de alta da Selic no próximo encontro.

Essa busca por segurança aliada a boa rentabilidade é comprovada por um levantamento feito pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A pesquisa mostra que no primeiro trimestre as operações nesse segmento foram responsáveis por R$ 89,1 bilhões (84,7%) do volume total de captações, o maior desde 2012. O fenômeno pode ser explicado pelo cenário econômico cheio de incertezas, que torna a renda variável extremamente volátil.

Porém, na hora de investir é preciso ter cautela. Não são todos os investimentos nesse segmento que garantem rentabilidade acima da inflação. Segundo Francis Wagner, CEO do App Renda Fixa, no atual cenário os títulos pós-fixados se tornaram mais atrativos sob a ótica de remuneração. Mas quais são os títulos de renda fixa mais indicados para o momento?

“Os produtos de renda fixa mais vantajosos, considerando o cenário atual, são os títulos inflacionários, ou seja, aqueles indexados ao IPCA ou IGPM, por exemplo. Atualmente é possível encontrar títulos como o CDB pagando IPCA+7,24%, o que significa 7,24% de juros reais”, afirma.

Outro exemplo é o Tesouro Selic cujo rendimento segue a variação da própria taxa, além do que, existem papéis do Tesouro atrelados ao IPCA como o Tesouro IPCA+2026. As Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) também são atraentes para o investidor de renda fixa.

“Seja qual for o título escolhido para investir, é importante ficar atento aos acontecimentos diários. Qualquer mudança na economia e nas decisões do Banco Central ou no comportamento do mercado de capitais é motivo para o investidor reavaliar suas escolhas e fazer mudanças para não perder recursos ou ganhar menos do que poderia”, conclui Wagner.

Veja abaixo os 5 investimentos de renda fixa que oferecem o maior retorno:

CDB Banco Master – 1826 dias (5 anos) – Taxa IPCA+7,26% Rentabilidade esperada em março: 2,22%

Rentabilidade esperada no ano: 3,8%

 

CDB Banco BMG – 721 dias (2 anos) – Taxa IPCA+6,75%

Rentabilidade esperada em março: 2,17%

Rentabilidade esperada no ano: 3,76

 

CDB BRK – 2880 dias (8 anos) – Taxa 128% CDI

Rentabilidade esperada em março: 1,19%

Rentabilidade esperada no ano: 3,13%

CDB BRK – 1800 dias (5 anos) – Taxa 125% CDI

Rentabilidade esperada em março: 1,16%

Rentabilidade esperada no ano: 3,05%

CDB Banco Master – 721 dias (2 anos) – Taxa 14,42%

Rentabilidade esperada em março: 1,13%

Rentabilidade esperada no ano: 3,42%

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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