As empresas estão preparadas para aproveitar o aquecido mercado de fidelização?
Comércios e varejistas precisam avaliar antes de aproveitarem o boom
A disparada da inflação e as incertezas econômicas têm feito empresas se reinventarem cada vez mais ao oferecer produtos e serviços. E os programas de fidelidade têm sido uma das muitas estratégias mais adotadas para atrair e reter clientes. De acordo com dados recentemente divulgados pela Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (Abemf), essa ação se mostra a mais assertiva nos tempos atuais.
Números da entidade revelam que em 2021 houve crescimento e retorno aos níveis pré-pandemia para esse mercado. Somente no último trimestre do ano, a soma anual das emissões e resgates de pontos/milhas, que mede o grau de interação dos clientes com os programas, chegou a 22,4 milhões de transações. Isso representa crescimento de 35,4% sobre 2020, e 9% diante de 2019 — último período medido antes da pandemia.
Para Gustavo Frachia, sócio da Fidelis Club, plataforma para programas de fidelidade e recompensas, é vital que empresas que ainda não olham para essa estratégia, priorizem em seus planos de negócios essa alternativa.
“A pandemia tornou o consumidor ainda mais digital e exigente. Ao não oferecer recompensas, a chance de perder o cliente é ainda maior”, diz Frachia.
Os benefícios ao consumidor já são muito propagados, no entanto, ainda é preciso reforçar aos varejistas e comerciantes as vantagens que ele poderá obter ao contar com essa estratégia. “Ampliar o ticket médio de compras, fidelizar um consumidor ao seu estabelecimento, melhorar o relacionamento – já que alguns modelos permitem entender melhor hábitos e preferências de compra do consumidor – e ter um diferencial em relação aos concorrentes são algumas das vantagens oferecidas às empresas”, diz o especialista.
Esqueça os selos: pensar no futuro e ser digital é essencial
A evolução dos programas de fidelidade visa a atingir o novo comportamento do consumidor, que está cada vez mais digital. É raro um cliente preferir se ‘comprometer’ com apenas um estabelecimento. Ele prefere ter liberdade e ter mais conveniência para verificar qual é o melhor benefício para aquele momento de vida.
“No lugar de acumular selos ou trocar pontos por produtos ou serviços, muitos preferem investir a quantia economizada. Muitas vezes, até em ativos digitais, que ganham cada vez mais espaço na vida dos brasileiros, principalmente os mais jovens”, finaliza.








