Ações baratas podem ser a porta de entrada para investir na Bolsa

Ações baratas podem ser a porta de entrada para investir na Bolsa

B3 iniciou o ano com mais de 70 ações em valores abaixo de R$ 5

Mais de 70 ações listadas na Bolsa de Valores (B3) iniciaram o ano com valor abaixo de R$ 5, de acordo com levantamento realizado pela Economática. A informação desmistifica a ideia de que esse tipo de investimento é direcionado exclusivamente para grandes investidores. Porém, o mercado alerta que não é só o preço que deve ser considerado na hora de escolher um ativo.

Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), orienta que o investidor avalie não só os recursos disponíveis, mas também os planos que pretende realizar antes de decidir onde investir. “De modo geral, o melhor lugar para aplicar seu dinheiro depende de quanto você possui e de quanto tempo pretende deixá-lo aplicado”, alerta.

Domingos explica que também é preciso considerar os riscos das operações. Investidores com perfil conservador priorizam a segurança em relação à rentabilidade. Já os moderados aceitam correr um risco maior a fim de aumentar o retorno financeiro, enquanto os arrojados colocam a lucratividade da operação em primeiro lugar.

Ações são investimentos em renda variável — modalidade que confere mais riscos ao investidor em comparação com a renda fixa, mas que oferece a possibilidade de maior retorno financeiro. Por isso, os ativos não são aconselháveis para quem tem perfil conservador.

Como analisar as oportunidades?

O preço mais baixo de uma ação pode ser um atrativo para ingressar na bolsa de valores. Para uma escolha assertiva de qual papel adquirir, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) recomenda pesquisar sobre as companhias listadas na B3 e estudar o mercado financeiro.

Ao comprar uma ação, o investidor torna-se sócio da empresa. Portanto, o retorno financeiro fica atrelado ao desempenho da companhia. A Anbima afirma que é necessário analisar a gestão interna e as variações econômicas para identificar as melhores oportunidades. Isso pode ser feito por meio de análise técnica do balanço financeiro da companhia, do comportamento do setor de atuação e das informações gerais do mercado.

A partir de uma análise técnica, é possível saber se uma ação com preço mais barato tem a possibilidade de se valorizar com o passar do tempo ou se já é um indicativo de um processo de desvalorização que vai perdurar. Os investidores podem contar com o suporte da corretora de investimentos para realizar a análise técnica. Para investir nesses papéis, é preciso ser cadastrado em uma para dar as ordens de compra e venda na B3.

Volume de negociação

Entre as ações que integram o levantamento da Economática, dez se destacaram por apresentar maior volume de negociações no início do ano. Na lista estão VIIA3 (Via), CASH3 (Méliuz), OIBR3 (Oi), COGN3 (Cogna Educação), CIEL3 (Cielo), IRBR3 (IRB Brasil RE), RCSL3 (Recrusul SA), AMAR3 (Lojas Marisa), POMO4 (Marcopolo SA Preference Shares) e DMMO3 (Dommo Energia SA).

A informação é um indicativo de possibilidade de crescimento, uma vez que identifica maior demanda por esses ativos. No mercado de ações, há a prevalência da lei da oferta e da procura. Quando um ativo atrai mais compradores, ele passa por um processo de valorização.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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