5 coisas que os investidores anjo querem saber antes de investir em sua startup

5 coisas que os investidores anjo querem saber antes de investir em sua startup

Os investidores-anjo são indivíduos com patrimônio pessoal bem estruturado que investem seu dinheiro em startups e empresas em estágio inicial para lucrar no futuro. Ao contrário dos investidores de risco, os investidores anjos financiam startups em um estágio inicial, portanto, esses investimentos não testados são mais arriscados e potencialmente mais lucrativos quando dão certo. Muitos investidores-anjo também oferecem aconselhamento e orientação, além de participações financeiras.

Uma pesquisa realizada pela Associação de Investidores Anjos do Brasil apontou que o volume de investimento-anjo no Brasil aumentou 17% em 2021, em comparação com o ano anterior, retornando aos níveis pré-pandemia. No período, os investidores-anjo brasileiros aportaram mais de R$ 1 bilhão. Atualmente, são cerca de 7,8 mil investidores desse tipo atuando no país.

Esses investidores são frequentemente os primeiros investidores das startups que recebem estes aportes e os valores dos investimentos variam de R$ 50 mil até algumas dezenas de milhares e até milhões de reais dependendo do negócio em questão. Existem casos de investidores que lucraram muito dinheiro com essa modalidade. Também existem casos em que as empresas não dão certo e o dinheiro é perdido. No entanto para este tipo de investidor a perda pode acontecer e, por isso, costuma-se investir em mais de uma empresa ao mesmo tempo, como por exemplo o investidor anjo brasileiro Jonathas Freitas, que investiu em mais de 40 startups, entre elas algumas de destaque no cenário atual de tecnologia como Manycontent, Bltizpay e TouroClass. Jonathas nos ajudou a criar uma lista com cinco coisas que investidores querem saber antes de investirem em uma empresa. Veja:

1. Fundador / Equipe multidisciplinar

A equipe que trabalha por trás de uma startup é muitas vezes considerada mais importante do que a ideia ou o produto. Os investidores querem saber se a equipe tem as habilidades complementares entre si, motivação e experiência necessária para fazer o negócio crescer, mesmo sob extrema pressão em um cenário cheio de incertezas. O investidor deve decidir se será uma boa parceria trabalhar com o fundador e a equipe. Quão confiante está o investidor conhecendo toda a equipe? O CEO tem experiência e está disposto a ouvir e executar os conselhos? Quão confiável é o CEO, qual o seu track record no mercado? Envolver consultores parceiros experientes também pode ser muito benéfico nos estágios iniciais para ajudar a mostrar metodologias de performance e desenvolvimento além de unir uma equipe em estágio inicial que ainda está crescendo, mostrando os desafios normais da rotina de uma startup.

Isso demonstra comprometimento com a empresa e capacidade de agregar valor, os investidores desejam uma interação sem muitas surpresas entre os membros da equipe da startup, para garantir o sucesso a longo prazo .

2. Potencial de negócios e retorno

Os investidores-anjo estão à procura de negócios que sejam escaláveis, que tenham uma margem alta, com processos estruturados onde qualquer pessoa consegue trabalhar tendo performance ​​com capacidade de multiplicar seu faturamento ano após ano. Certifique-se de explicar antecipadamente por que sua empresa tem potencial para ser significativa. Evite pequenas ideias. Os investidores vão querer saber quanto do mercado você planeja capturar ao longo do tempo. O investidor deve acreditar que a oportunidade tem uma proposta de valor clara, existe um mercado grande e em crescimento e que sua solução é única e que realmente resolve uma dor do mercado! Ele deve sentir que a hora de construí-la é agora, que você e sua equipe são os únicos quem pode construí-lo, e que ele vai ganhar muito dinheiro fazendo isso.

3. O que torna seu produto/serviço excelente?

Os investidores-anjo não têm medo de investir em empreendimentos de alto risco, desde que acreditem que a ideia é excelente. Primeiro, demonstre a singularidade do seu produto. Ter um Produto Mínimo Viável é importante ao lançar para os investidores anjos – ou pelo menos uma estrutura muito boa de como será quando você usar o financiamento para construir o futuro da startup.

Descreva os problemas exclusivos que o dinheiro resolve e como isso vai acontecer.

4. Momento inicial positivo

Os investidores-anjo estão procurando por sinais precoces de atração do público, mídia ou clientes. As empresas que obtiverem isso provavelmente poderão obter melhores condições com os investidores. Além disso, os investidores provavelmente perguntarão como esses objetivos podem ser alcançados de forma acelerada.

5. Uma estratégia de saída viável

Garanta que você tenha uma variedade de estratégias de saída sólidas pode ajudar a minimizar seus riscos e prever como eles serão pagos em eventuais problemas. Independentemente do sucesso ou fracasso do empreendimento, uma estratégia de saída oferece segurança ao investidor. Eles devem ser informados de quando podem esperar retornos e, mais importante, como podem minimizar suas perdas. Os anjos não querem investir em empresas que não podem garantir retornos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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