Votorantim Cimentos tem receita líquida de R$ 6,7 bilhões no segundo trimestre

Votorantim Cimentos tem receita líquida de R$ 6,7 bilhões no segundo  trimestre

A Votorantim Cimentos encerrou o segundo trimestre de 2022 com receita líquida consolidada de R$ 6,7 bilhões, aumento de 15% em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado se deve, principalmente, à dinâmica favorável de preços, além do impacto positivo gerado pelos volumes adicionais decorrentes das aquisições finalizadas em 2021. No segundo trimestre do ano, as vendas globais de cimento da empresa somaram 9,6 milhões de toneladas, diminuição de 2% em relação ao segundo trimestre de 2021.

“Vários choques atingiram a economia mundial já enfraquecida pela pandemia: inflação mais alta do que a esperada em todo o mundo – especialmente no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa – condições financeiras mais restritivas, uma desaceleração pior do que a prevista na China, refletindo os surtos e bloqueios da Covid-19, e mais repercussões negativas da guerra na Ucrânia, com aumento de combustíveis, fretes e energia. Apesar desse cenário desafiador, a companhia mostrou resiliência operacional, com gestão de custos e repasse para os preços. Tanto que o nosso resultado do segundo trimestre deste ano, apesar de ser menor que o do mesmo período do ano passado, foi melhor na comparação com a série histórica, superando os números de 2020, 2019 e 2018”, afirma o CEO Global da Votorantim Cimentos, Marcelo Castelli.

A companhia encerrou o segundo trimestre com EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado consolidado de R$ 1,4 bilhão, 12% menor na comparação com mesmo período de 2021, impactado, principalmente, pela pressão de custos em todas as regiões, além do impacto negativo da taxa de câmbio. A margem EBITDA no período foi de 20%, redução de 7 pontos percentuais sobre o segundo trimestre de 2021.

O lucro líquido foi de R$ 366 milhões no 2T22, redução de 47% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado no segundo trimestre é explicado, principalmente, pela queda do resultado operacional e por maior prejuízo do resultado financeiro líquido no período, devido ao pagamento do prêmio da oferta de recompra do título de dívida Voto41.

Ao final do segundo trimestre de 2022, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, ficou em 1,99x, aumento de 0,44x comparado com o final de 2021 devido ao período sazonal na geração de caixa e à redução do EBITDA ajustado no período, mas dentro da política financeira da companhia.

“Apesar da desaceleração da economia mundial, a Votorantim Cimentos segue operando com sólidas métricas financeiras e elevada liquidez, mantendo o grau de investimento e com perspectiva estável na classificação das agências de rating Moody´s e Fitch. A alavancagem da companhia permaneceu em patamares estáveis e dentro da nossa política financeira. Em maio, realizamos uma operação no mercado internacional que recomprou a dívida mais onerosa do nosso portfólio, aproveitando as taxas atrativas do mercado. E utilizamos os recursos de emissões de dívidas no mercado local com taxas mais atraentes para financiar a nossa operação”, diz a CFO Global da Votorantim Cimentos, Bianca Nasser.

Desempenho por região

No Brasil, a receita líquida da Votorantim Cimentos foi de R$ 3,2 bilhões no segundo trimestre de 2022, crescimento de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. Diante do cenário macroeconômico desafiador no país, o aumento da receita é explicado, principalmente, pela dinâmica de preços favorável. Já o EBITDA ajustado no trimestre ficou em R$ 606 milhões, queda de 9% em comparação ao segundo trimestre de 2021, ocasionado pela queda no volume e pressão de custos devido à alta de preços das commodities e inflação local, mas substancialmente mitigado pela dinâmica local de preços. Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC), a inflação de custos tem impactado fortemente o setor. Um exemplo é o preço do coque de petróleo, principal fonte de energia para a indústria do cimento, que subiu 73,5% nos últimos 12 meses. Além do coque, energia elétrica, frete, sacaria, gesso e refratários seguem registrando forte aumento de preços, de acordo com o SNIC.

Na América do Norte, a receita líquida atingiu R$ 2,1 bilhões no 2T22, aumento de 8% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, em decorrência da forte demanda no Canadá e nos Estados Unidos, aliada à dinâmica de preços favorável. O EBITDA ajustado na região foi de R$ 520 milhões no segundo trimestre, redução de 11% em relação ao mesmo período de 2021. Esse arrefecimento se deve ao impacto inflacionário nos custos variáveis, principalmente combustível e energia, além da apreciação do real no período.

Na região composta por Europa, Ásia e África, a receita líquida da Votorantim Cimentos aumentou 13% no segundo trimestre, atingindo R$ 841 milhões. O resultado positivo é explicado principalmente pela dinâmica de preços em todos os países nos quais a companhia opera e pelo aumento de volume na Espanha, tanto orgânico quanto em razão do volume adicional com a aquisição da Cementos Balboa. O EBITDA ajustado da região foi de R$ 167 milhões no trimestre, queda de 9% em relação ao mesmo período do ano passado, resultado principalmente do impacto do câmbio quando comparado ao do ano passado. Considerando o resultado operacional em euro, houve um crescimento de 10% no EBITDA do 2T22 em comparação com o mesmo período do ano anterior. A dinâmica de preços e o mercado favorável na região mitigaram a pressão sobre os custos, especialmente de combustível e energia.

Na América Latina, a receita líquida no segundo trimestre do ano foi de R$ 205 milhões, redução de 17% em relação ao mesmo período de 2021. A dinâmica de mercado no Uruguai impactou o resultado, principalmente após a entrada de um novo competidor em meados de 2021 e devido à base de comparação mais favorável no ano passado. Já a Bolívia registrou dinâmica de preços favorável, com demanda de volume de cimento estável. O EBITDA ajustado na região foi R$ 41 milhões no 2T22, queda de 42% em comparação com o mesmo período do ano passado. Além do cenário mercadológico uruguaio, a pressão da inflação de custos nos dois países e a apreciação do real também contribuíram negativamente para o resultado.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *