Produtores de algodão querem desbancar os EUA como maior exportador mundial

Produtores de algodão querem desbancar os EUA como maior exportador mundial

Congresso Brasileiro do Algodão na Bahia mapeia as perspectivas para o setor

As projeções para os produtores de algodão já eram ambiciosas antes da pandemia da Covid-19 e cresceram após a redução da doença no País. Os cotonicultores querem desbancar os Estados Unidos, maior exportador da fibra dentro de oito anos, e assumir a liderança nos negócios. Os EUA comercializaram 3,4 milhões de toneladas em 2021. O Brasil vendeu 1,7 milhão de toneladas.

Dentro dessas metas, os produtores sabem que precisam colher mais, turbinar a produtividade das plantações e realçar os diferenciais do produto brasileiro que são: sustentabilidade, qualidade, credibilidade e escala. Além disso, o Brasil tem mostrado internamente e para o mundo todo que não é mais um mercado de oportunidade e que pode oferecer o algodão constantemente, ou seja, o ano todo. O País possui uma das maiores produtividades mundiais de algodão em sistema de sequeiro; rastreabilidade, da lavoura até a usina de beneficiamento; credibilidade nos resultados de análises de fibra por HVI, e sustentabilidade.

O algodão gera uma renda três vezes maior do que a soja, empregando cinco vezes mais pessoas ao longo da cadeia produtiva.

CBA apresenta perspectivas para o setor

De 16 a 18 de agosto, acontece a 13ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), em Salvador (BA), com o tema principal: Algodão Brasileiro: Desafios e Perspectivas no Novo Cenário Mundial. É o maior encontro da cadeia produtiva do algodão no Brasil. O evento reúne pesquisa, tecnologia e networking. Durante três dias estarão presentes grandes nomes que acompanham as tendências e políticas para o setor. Na programação do evento consta salas temáticas, workshops e palestras (http://congressodoalgodao.com.br/).

A Perfect Flight, startup brasileira especialista em agricultura de precisão, inserida no agronegócio desde 2016, que possui o maior banco de dados de pulverização aérea, marcará presença na edição deste ano do CBA.

No Brasil, a agtech tem digitalizados e monitorados 27 milhões de hectares, entre os produtos destaque para o algodão. “Participar de um evento que aborda as perspectivas para a cultura do algodão vem de encontro com as nossas estratégias em relação ao setor.  Firmamos uma aliança consolidada com a Associação dos Produtores de Algodão de São Paulo (Appa) e a Cooperativa de Holambra II. Aplicações aéreas em mais de 20 mil hectares ao longo da safra 2021/2022 estão sendo monitoradas por nossa equipe com foco na melhor gestão e manejo da praga mais importante da cotonicultura brasileira: o bicudo.  Temos também vários ensaios técnicos da dobradinha avião agrícola + drones nas falhas de aplicação, para construirmos uma metodologia de aplicação exclusiva para o controle do bicudo nas lavouras do Brasil e do mundo”, ressalta Kriss Corso, fundador e CEO da Perfect Flight e produtor de algodão.

Redução de custos e aumento de produção

Um estudo realizado pela Rede de Agricultura de Precisão da Embrapa, em parceria com o setor produtivo em fazendas do Centro-Oeste brasileiro, apontou a possibilidade de redução de custos em até 13% aplicando taxas variadas de insumos na produção do algodão. Experimentos no sistema on farm (multiplicação caseira de micro-organismos na própria fazenda visando reduzir de custos) ocorrem na área de produção, enquanto a cultura é desenvolvida, sem alterar a rotina da propriedade.

Os pesquisadores avaliaram a variabilidade espacial e temporal da área agrícola na safra 2019-2020 com o uso de técnicas da Agricultura de Precisão (AP) para encontrar a dosagem ideal de insumos que seria aplicada na cultura. O sistema de gerenciamento agrícola, conceito da AP, permite acompanhar, coletar e analisar informações por meio de tecnologias que facilitam a tomada de decisão por produtores e trabalhadores.

Foi constatado que é possível utilizar os insumos de maneira mais racional, naquele momento, local, aplicação de doses adequadas, com potencial de geração de benefícios econômicos e ambientais para o cotonicultor. A geração disso, com impactos diretos no custo de produção, compõe os resultados de pesquisas propostas pela Rede AP. Até o fim de 2022, a terceira e última fase do trabalho deve ser finalizada.

“Os estudos convergem com os resultados que estamos obtendo com a nossa plataforma. Ela atende ao produtor rural em três níveis. Do planejamento da aplicação de insumos (por meio do traçado do mapa das fazendas e algoritmos que indicam a melhor rota a ser percorrida), passando pelo monitoramento (que ocorre durante as aplicações) até a entrega de relatórios” disse , Kriss da Perfect Flight. Ele lembrou ainda que na plataforma é ainda possível acessar índices de performance, desempenho financeiro e ambiental das aplicações.

“Na última etapa, são gerados indicadores de performance (sobre localização e quantidade de produto aplicado), financeiros (que indicam o custo por litro ou galão das aplicações) e ambientais (que servem ao compliance das empresas). A nossa tecnologia proporciona mais assertividade na aplicação dos produtos, contribuindo para proteger o meio ambiente e as comunidades rurais e trazendo vários benefícios às empresas e produtores”, afirmou Corso.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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