8 profissões que já estão e continuarão em alta no futuro

8 profissões que já estão e continuarão em alta no futuro

Nos dois últimos anos, por conta da pandemia, as companhias precisaram se adaptar rapidamente a diversas mudanças de hábitos — tanto dos clientes quanto dos próprios colaboradores. Foi um cenário com várias incertezas, mas com inúmeras previsões de como a tecnologia poderia apoiar essa jornada.

Como exemplo, com muitas pessoas trabalhando de suas casas, cresceu exponencialmente o número de vendas online, exigindo das empresas varejistas uma melhor e mais complexa estratégia logística para continuar entregando uma experiência positiva aos seus clientes.

Com esse aumento do uso de tecnologia, seja para suportar as plataformas digitais de interação com seus clientes, seja para melhorar a experiência do consumidor “per se”, gerou-se uma quantidade cada vez maior de dados estruturados e não estruturados, que, bem utilizados, propiciam às empresas conhecerem melhor seus clientes e seus hábitos de navegação e compra.

Nesse sentido, algumas profissões já são e serão essenciais dentro das organizações. Saber transformar esses dados coletados em informações ajudará os líderes a tomarem melhores decisões de negócio.

Segundo a lista de empregos em alta do Linkedin para 2022, existe uma grande demanda para a área de tecnologia no Brasil e prevê um crescimento ainda maior nos próximos 5 anos.

Marcus Giorgi, sócio da EXEC – empresa especializada em Executive Search – e responsável pelos segmentos de TMT (Tecnologia, Mídia e Telecom) e Consultorias, destaca oito profissões que terão ou continuarão a ter grande visibilidade. Confira.

1. Cibersegurança ou cybersecurity

O profissional de cibersegurança (ou cybersecurity, em inglês) é o responsável em identificar vulnerabilidades nos sistemas — físicos ou virtuais — da empresa para prevenir, monitorar e evitar o uso indevido de dados e informações.

Além disso, ele pode ajudar no desenvolvimento de sistemas de proteção, realizar testes de penetração em aplicativos, redes e dispositivos e ministrar treinamentos em outras áreas para capacitar os colaboradores sobre a importância da segurança da informação.

2. Engenheiro ou engenheira de dados

Um engenheiro de dados vai preparar o ambiente de TI da empresa para coletar, organizar e gerenciar os dados dentro de um sistema de armazenamento, podendo ser usado por outras áreas da empresa. Uma das responsabilidades desta profissão é garantir a confiabilidade dos dados.

Em resumo, a pessoa precisa saber que o dado extraído é de qualidade para evitar uma tomada de decisão equivocada. Quando atuando junto com um cientista de dados, esses profissionais podem desenvolver algoritmos para encontrar padrões ocultos, automações e outras responsabilidades.

3. Cientista de dados

Cientista de dados tem uma função mais analítica, em que vai usar suas habilidades para identificar e resolver problemas complexos, analisar e avaliar tendências. Tudo isso sempre em conexão com a área de TI e a de negócios para identificar oportunidades de mercado e definir novos modelos de receita para a empresa.

Também não podemos deixar de destacar que o entendimento da jornada dos clientes e a sua fidelização passa pelo conhecimento do comportamento dos clientes, que hoje em dia é feita por meio da “escuta” dos dados dos clientes.

4. Gerente de Big Data

Gerente de Big Data é uma profissão em que uma pessoa vai coordenar uma equipe multifuncional para extrair os melhores insights de um grande volume de dados e, assim, levar eficiência e rentabilidade para a empresa aprimorando processos atuais ou propondo novas ideias.

Ter este profissional em seu time vai ajudar, e muito, a destravar a sua arquitetura empresarial, de tecnologia e de dados.

5. Profissional de Machine Learning

Um profissional de Machine Learning (ou aprendizado de máquina, em português) vai criar máquinas virtuais e programas que, com o uso de algoritmos de Inteligência Artificial, serão capazes de executar diversas ações por conta própria, melhorando sempre a performance sem a intervenção direta de um ser-humano.

Para isso, o engenheiro de Machine Learning vai criar o design e desenvolvimento dos sistemas, aplicar os estudos nesses sistemas de acordo com a demanda do projeto, otimizar os modelos aplicados, treiná-los e, por fim, executar os testes para se chegar a um produto viável.

6. Gerente de projetos de IoT

Um gerente de projetos de IoT (Internet das Coisas ou Internet of Things, em inglês) vai desenhar a implementação de dispositivos conectados ou uma rede de sensores conectados — seja criando uma comunicação Machine to Machine (M2M) ou aplicações para armazenar os dados.

Esse desenho considera todas as etapas do uso de IoT em um negócio: a coleta de dados, seu armazenamento, o envio para sistemas em nuvem e depois para uma aplicação. Assim, os líderes podem tomar decisões em tempo real e com informações relevantes.

E é claro que as mudanças e oportunidades não ficam somente associadas aos cargos gerenciais e técnicos, do lado executivo também já há novas oportunidades, tais como:

7. CTOO CTO (Chief Technology Officer, em inglês)

É o diretor de Tecnologia da Informação de uma empresa e responsável pela área de TI e sua interação com as áreas de negócio.

A sua principal responsabilidade, além de manter as “luzes acesas” e os sistemas operando com segurança, é garantir que a jornada de digitalização de uma empresa aconteça com processos funcionais, inovadores e otimizados, tornando-a mais produtiva e adequada às necessidades do mercado.

8. Chief Marketing Technology Officer (CMTO) ou diretor de Marketing e Tecnologia

O CMTO é uma posição relativamente nova e que reúne um profissional que saiba transitar entre os ambientes de marketing e tecnologia, combinando as competências do CMO e do CTO.

Portanto, o CMTO diminui os gargalos existentes entre os times de TI e os de marketing, trazendo abordagens sofisticadas para extrair insights que tragam impactos positivos e consideráveis para toda a empresa.

Em resumo, novas portas e oportunidades estão se abrindo para as novas gerações de profissionais e para as empresas, que precisarão cada vez mais estarem preparadas e atentas às mudanças impostas pela transformação digital.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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