Derrubada do preço da gasolina é explicada por movimento do mercado internacional

Derrubada do preço da gasolina é explicada por movimento do mercado internacional

O preço dos combustíveis voltou a recuar nos postos do Brasil, com variações em cada estado, o preço médio do litro da gasolina foi de R$ 5,25 para R$ 5,17, um total de redução de 1,5%, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP). Considerando os custos da logística de produtos no país, o valor do insumo pode ter efeito prático na inflação no segundo semestre.

Segundo Fábio Pizzamiglio, diretor da Efficienza, empresa especializada no comércio exterior, o atual preço da gasolina no país segue a paridade internacional. “Considerando o valor praticado no exterior, podemos afirmar que estamos em um cenário melhor do que o período que antecedeu a guerra da Ucrânia. O barril de petróleo já chegou a ser comercializado por valores que só vimos antes do conflito militar se iniciar”, afirma o especialista.

Porém, Fábio afirma que são inúmeras variáveis que colaboram para o valor final. “É claro que temos outros fatores, como é o caso da redução do IPCA. Porém, é importante explicitar que o preço internacional teve sim uma interferência total no valor final visto pelos consumidores, algo natural do próprio livre mercado”, explicou.

O especialista também explica que o impacto do preço dos combustíveis pode auxiliar toda a cadeia produtiva do Brasil, algo que impacta diretamente no preço final, sentido pelos consumidores.

“Se há pouco tempo estávamos falando de preços exorbitantes nos mercados do Brasil, por exemplo, podemos ter um alívio no segundo semestre. Mas é importante estar atento a outros fatores que são ligados diretamente a logística internacional, como questões climáticas e até mesmo outros preços, como dos próprios conteineres”, afirma o executivo.

Outro aspecto importante que precisa ser observado é o preço do dólar que, por mais que tenhamos uma diminuição internacional do valor do barril do insumo, ainda temos um valor do dólar acima dos R$ 5.

“Desde 2020, o dólar está com valores elevados e isso é um cenário que precisa ser observado. Esse preço interfere diretamente no preço dos combustíveis no Brasil e qualquer variação na taxa de câmbio pode mudar o cenário. Precisamos de políticas de câmbio, para que o valor baixo seja sustentável ao longo prazo”, declarou.

O especialista conclui que por mais que tenhamos iniciativas internas, o preço do combustível está atrelado ao mercado internacional e o movimento de queda está completamente ligado a diminuição do valor do mercado externo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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