Novidade no Brasil, financiamento coletivo de campanha já é algo comum em diferentes democracias do mundo

Novidade no Brasil, financiamento coletivo de campanha já é algo comum em diferentes democracias do mundo

Doações de pequenas quantias são fatias importantes no orçamento de candidaturas nos EUA

Apoiada por uns e criticada por outros, a chamada “Vaquinha eleitoral”, um assunto novo no Brasil, já é uma cultura que existe há muitos anos nas eleições em diferentes países do mundo. Apenas neste ano, no Brasil, o candidato Luís Inácio Lula da Silva foi o que mais arrecadou recursos por meio desse tipo de arrecadação, o financiamento coletivo de campanha. O candidato do PT, até o dia 21 de setembro havia arrecadado cerca de R$ 440 mil, em seis vaquinhas virtuais diferentes.

A diferença entre as doações de pessoas físicas e o financiamento coletivo é que as primeiras são feitas diretamente pelo doador à campanha, enquanto a vaquinha virtual é gerenciada por empresas de tecnologia.

Além da campanha de Lula, apenas o candidato Ciro Gomes (PDT) fez arrecadação via vaquinha virtual, o pedetista levantou cerca de R$ 88 mil. O atual presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) e Simone Tebet (MDB) que completam o quadro dos primeiros quatro colocados nas pesquisas de intenção de voto não utilizaram até o momento as vaquinhas virtuais.

Esse novo modelo para arrecadação de fundos, que é novidade no Brasil, já é prática comum e até antiga em diversos países, como os Estados Unidos. Por lá, um estudo publicado pela National Boreau of Economic Research, calcula que 12 milhões de pequenos doadores participaram das eleições presidenciais em 2020.

“Para o cidadão norte-americano, a doação de pequenas quantias representa sua participação de forma concreta no processo eleitoral de seu país, é algo muito comum, que está intrínseco na cultura política dos Estados Unidos. Em um estudo recente divulgado por aqui, Dos US$ 14,4 bilhões arrecadados nas últimas eleições dos Estados Unidos, US$ 2,8 bilhões vieram de pequenos doadores”, explica Leonardo Leão, advogado que é especialista em Direito Internacional e morador dos EUA.

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Leonardo Leão.

Leão explica ainda que os números em doações têm crescido nos Estados Unidos, as últimas eleições acompanharam mudanças nas regras de financiamento de campanhas no país. As doações podem ser feitas de forma individual ou por grupos, mas com regras bem definidas, como limitação de verba, principalmente para os grupos, chamados de PACs – que é a sigla em inglês para comitês de ação política.

“Nos Estados Unidos, a maior parte dos fundos de campanha vem de doadores individuais. O senador Bernie Sanders e a senadora Elizabeth Warren, que foram pré-candidatos do Partido Democrata, receberam mais da metade de seu dinheiro durante as primárias democratas de doadores que deram US$ 200 ou menos. A campanha do ex-presidente Donald Trump arrecadou 49% de seus fundos dessa forma. A facilitação tecnológica no começo dos anos 2000 fizeram com que as pequenas doações ocupassem um espaço de destaque nas eleições”, explica Leão.

A novidade no Brasil ainda está ganhando força, apenas em 2017 o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou o financiamento coletivo. A iniciativa facilitou a contribuição de pequenos doadores por meio de plataformas que retiram etapas burocráticas do processo.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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