Entenda os benefícios do Aporte de Capital Internacional

Entenda os benefícios do Aporte de Capital Internacional

O Banco Central do Brasil (BC) divulgou seu Relatório de Estabilidade Financeira, publicação semestral que traz o panorama da evolução recente e as perspectivas para a estabilidade financeira no Brasil, com foco nos principais riscos e na resiliência do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Um dos pontos abordados pelo documento é a implementação de novas Linhas Financeiras de Liquidez (LFLs) em novembro de 2021 pelo BC e como ela possibilita a obtenção de liquidez a partir do estoque de títulos privados em carteira.

“A criação das LFLs auxilia a gestão da liquidez pelas instituições porque permite a obtenção de empréstimos utilizando como garantia o estoque de títulos privados que atendam a um conjunto de características”, esclarece Luciano Bravo, CEO da Inteligência Comercial, empresa pioneira no segmento de crédito internacional e Country Manager da Savel Capital Partners

Segundo ele, o Aporte de Capital Internacional (ACI) representa a cooperação ou subsídio realizado em valores do exterior. Trata-se de uma grande alternativa para a estabilização, expansão e crescimento, mesmo em contextos históricos, societários e pessoais complexos. “Enquanto uma empresa de médio porte dificilmente encontra crédito fácil e abundante para seu desenvolvimento sustentável e financeiro por aqui, em outros países a história é diferente”, afirma ele, lembrando que no Brasil é impossível uma empresa aportar acima de 30% de seu faturamento, por conta da legislação vigente. “Já, nos Estados Unidos e na Europa esse limite não existe”, explica o especialista.

Ele acredita que este movimento tende a aumentar por conta da elevação da Taxa Selic. “Ela é a principal ferramenta que o Banco Central usa para controlar o volume de recursos em circulação. Por isso, quando a economia está aquecida e os preços começam a subir a ponto de minar a meta de inflação, a Selic é elevada. Com juros mais altos, fica mais caro tomar crédito — e não só para os consumidores, como também para as empresas e o próprio governo. Isso desestimula o consumo e ajuda a controlar os preços”.

Ele prossegue lembrando que o crescimento do crédito amplo continuou condizente com os fundamentos econômicos. O crescimento do crédito bancário para pessoas físicas acelerou, com destaque para as modalidades com maiores.

Além disso, o BC instituiu e regulamentou, por meio da Resolução BC 110, de 1º de julho 2021, duas novas linhas de liquidez destinadas ao gerenciamento de descasamentos temporários de fluxo de caixa de curto prazo (Linha de Liquidez Imediata — LLI) e ao atendimento de necessidades de liquidez decorrentes de descasamentos entre operações ativas e passivas de IFs, abrangendo operações de até 359 dias (Linha de Liquidez a Termo — LLT).

As linhas são operacionalizadas contra uma cesta de garantias de títulos privados. “São recursos que equivalem a 9,5% dos ativos líquidos do SFN”, detalha Bravo, lembrando que entende-se como crédito bancário os instrumentos de dívida privada do mercado de capitais e dívida externa internalizada.

“O crédito bancário às MPMEs desacelerou com o encerramento dos programas governamentais, mas permanece crescendo em ritmo acima do observado no período pré-pandemia. As empresas de maior porte, por sua vez, acessam principalmente o mercado de capitais, que permaneceu aquecido. Os valores em dólares das captações externas internalizadas não se alteraram”, afirma o especialista.

 

O apetite ao risco das IFs seguiu aumentando, com destaque para algumas modalidades de crédito para famílias que possuem maiores retornos e, consequentemente, maiores riscos. Segundo o documento, ao longo de 2021, e em especial no segundo semestre, o crédito não consignado cresceu principalmente em operações que possuem maior risco. “Houve aumento das operações rotativas nos cartões de crédito e o perfil de risco nas contratações de financiamento de veículos manteve-se elevado”.

 

Por fim, ele ressalta que no caso do crédito imobiliário, apesar de as contratações permanecerem historicamente elevadas, elas arrefeceram em razão do aumento das taxas de juros.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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