Como melhorar os índices de exportação da indústria paranaense?

Como melhorar os índices de exportação da indústria paranaense?

Paraná está entre os dez principais estados exportadores do país

Incluir a exportação no planejamento estratégico de uma empresa é uma das primeiras orientações que as consultorias dão para quem quer crescer. Para traçar esse caminho é preciso, primeiro, tornar o produto competitivo internacionalmente. Mas o sucesso nesse caso não depende exclusivamente da tomada de decisão interna e passa por fatores políticos e econômicos. Um caminho que a indústria paranaense trilha há décadas sem melhorar sua posição entre os estados que mais exportam.

Os índices de exportação ainda se mantêm, principalmente, pelo agronegócio. Isso deixa aberta uma lacuna que poderia ser preenchida com o aumento nas exportações de bens duráveis e, consequentemente, de maior valor agregado.

Um exemplo é o caso da indústria automotiva. O consultor em negócios internacionais da Victoria Advisoy, Vinícius Lisboa, que há 15 anos atua em assessoria e integração de serviços de comércio exterior e foco nas estratégias de compra e logística internacionais, aponta a infraestrutura como o ‘calcanhar de aquiles’ da indústria paranaense, especialmente com foco na exportação.

“Boa parte do sucesso chinês é a logística. E é isso o que precisamos aprender com a China. A infraestrutura de escoamento chinês é um exemplo mundial”, afirma.

Lisboa tem experiência em trazer itens e componentes que tornam os produtos dos seus clientes competitivos no mercado exterior. Mas o desafio, após essa etapa, não depende só das decisões corporativas. “O investimento em infraestrutura é o ponto fundamental para melhorarmos os índices de exportação do Paraná”, avalia citando que a demanda deve ser solucionada com políticas públicas.

Calcanhar de aquiles da exportação paranaense

O consultor cita como exemplos dessa problemática a duplicação de ponta a ponta da BR-277 entre Paranaguá e Foz do Iguaçu, a navegação por cabotagem no Porto de Paranaguá, a concretização da Nova Ferroeste, que vai ligar o Porto de Paranaguá a Mato Grosso do Sul e melhorias pontuais no Contorno Sul e a extensão do Contorno Norte até Campina Grande do Sul, ambos na Região Metropolitana de Curitiba.

Enquanto tais melhorias não saem do papel, a 5a maior economia do país ainda amarga o fato de aparecer regularmente apenas na décima colocação entre os estados mais exportadores, segundo dados do Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social). Um cenário que pode ser modificado com a conclusão de projetos viários. “O que vai continuar favorecendo o perfil agroindustrial do Paraná, com escoamento assertivo e rápido da produção de grãos, mas também vai diversificar e fortalecer a produção de bens de consumo não duráveis, como madeira, papel e celulose e petroquímicoe, principalmente, os bens duráveis, que têm valor agregado na exportação. Exemplo são os produtos do setor automotivo com boa inserção no mercado internacional”, analisa.

De acordo com levantamento da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) divulgado em junho de 2022, a soja é o principal item exportado pelo Paraná, com US$ 2,474 bilhões negociados. Em seguida vêm carnes, com US$ 1,561 bilhão), madeira com US$ 856 milhões e material de transporte, com US$ 645 milhões. Juntos, os quatro itens representam 65% das exportações paranaenses.

Menos impostos e menos burocracia

Outro item fundamental para melhorar a espinhal dorsal da exportação paranaense é a questão tributária. Para Lisboa as discussões devem passar pela garantia de desoneração às empresas exportadoras e redução da complexidade fiscal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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